Aposta Esportiva

Governo estuda novas restrições à publicidade de apostas

Secretário do Ministério da Fazenda cita a redução do uso de atletas em promoções como medida em discussão

Foto: Getty Images

27 de agosto de 2025

2 minutos de Leitura

O mercado regulado de apostas no Brasil movimentou R$ 17,4 bilhões entre janeiro e junho de 2025, segundo levantamento da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda obtido pela Folha de S.Paulo. No mesmo dia em que os números foram divulgados, o secretário Regis Dudena afirmou que o governo avalia endurecer as regras de publicidade para as empresas do setor, o que pode afetar a forma como as bets se relacionam com o público no país.

Ao detalhar os possíveis caminhos, Dudena apontou que a utilização de atletas em campanhas é um ponto em análise, podendo ser alvo de restrições caso o governo entenda que a associação não seja positiva para o ambiente regulado.

“A exposição de atletas, por exemplo, se for algo que a gente reconheça como não desejável, eventualmente a gente vai restringir. Se a atuação de pessoas públicas tenha que ser restringida, eventualmente vai se restringir. O que a gente não pode é querer fazer tudo de uma vez ao mesmo tempo”, declarou o secretário à Folha de S.Paulo.

O secretário também ressaltou a necessidade de que os apostadores saibam identificar as plataformas que operam legalmente, evitando as que atuam à margem da lei.

“Como é que, normalmente, uma pessoa chega numa casa ilegal? Ela está navegando por perfis de redes sociais ou por sites de busca e se depara com um link, seja divulgado por um influenciador, seja dentro de alguma campanha fingindo não ser uma campanha. Ela clica nesse lugar, é direcionada para uma casa de aposta, e, então, se engaja nessa atividade de aposta do ilegal”, disse.

“Aposta é entretenimento, é gasto de dinheiro. Falar que você vai ficar rico, falar que você vai ser mais bonito, falar que você vai ter sucesso social, que vai ter complementação de renda, é proibido”, acrescentou.

Na tentativa de frear o avanço das plataformas ilegais, a Secretaria de Prêmios e Apostas firmou um acordo de cooperação com o Conselho Digital, entidade que reúne representantes do ecossistema de aplicativos de internet no Brasil. A iniciativa busca derrubar links e restringir o acesso a sites que operam fora do mercado regulado, além de comprometer o fluxo financeiro dessas empresas, reduzindo assim sua capacidade de atuação.

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