Indústria

Invite | Tiktok Brasil e W Content abordam a nova lógica de conexão entre esportes, fãs e creators

Luciana Galastri, líder de parcerias do TikTok Brasil, e Juliana Manzato, sócia da W Content, foram as convidadas da semana

18 de agosto de 2025

4 minutos de Leitura

O universo esportivo vive uma transformação impulsionada pela força dos criadores de conteúdo, que ocupam um papel cada vez mais central na construção de narrativas, no engajamento de comunidades e na valorização de marcas e atletas. Essa foi a principal análise trazida por Luciana Galastri, líder de parcerias do TikTok Brasil, e Juliana Manzato, sócia da W Content, durante participação no Invite, podcast oficial do MKTEsportivo.

No episódio, as especialistas discutiram como a cocriação de conteúdo entre atletas, clubes e fãs se tornou estratégica, especialmente em grandes eventos esportivos. Galastri destacou que o envolvimento do público vai muito além do consumo passivo.

“Quando olhamos para eventos recentes, como as Olimpíadas de Paris 2024, vimos o fenômeno de cocriação e engajamento da audiência. Não são apenas os atletas e clubes que geram conteúdo, mas também os fãs, que participam, reagem e criam novas narrativas”, explicou Luciana.

Com uma comunidade cada vez mais ativa, o TikTok tem se consolidado como plataforma para fortalecer esse ecossistema. Segundo ela, há uma percepção clara de pertencimento.

“Não é qualquer postagem; o atleta compartilha algo que agrega, que conta uma história própria, seja da vida pessoal, seja da rotina de treino. Isso dá voz ao protagonista, não ao jornalista ou à transmissão oficial”, afirmou, ao reforçar que a autenticidade se tornou um dos principais ativos para atletas que desejam construir conexão real com seus públicos.

A ampliação do acesso a diferentes modalidades esportivas também foi ponto de destaque no debate. Juliana ressaltou como a quebra de barreiras tradicionais vem permitindo ao público descobrir esportes que antes ficavam à margem da mídia.

“Hoje, um mesmo usuário pode acompanhar futebol, tênis de mesa, NFL, NBA e até modalidades menos populares, como futebol australiano ou pentatlo moderno. O TikTok permite desconstruir filtros tradicionais e aproxima o público de esportes que antes passavam despercebidos. Isso gera engajamento e cria um ecossistema diversificado de conteúdo”, comentou.

Casos recentes, como o da tenista brasileira Carol Meligeni, evidenciam como essa estratégia de conteúdo pode ser eficaz. Ao mostrar bastidores, treinos e detalhes do dia a dia, a atleta cria laços com a audiência e promove uma imagem mais humana e acessível.

“O criador precisa ouvir a comunidade, entender suas demandas e adequar a produção sem perder a essência, seja um atleta, jornalista ou influenciador”, disse Juliana.

“Às vezes você começa a seguir um atleta por uma medalha, mas continua interessado pela rotina de treino, pela relação com a família, com o filho, com a esposa. É nessa empatia que a audiência se conecta”, completou.

Entre os cases citados no episódio, Galastri mencionou o retorno de Neymar ao Santos como uma oportunidade em que o clube soube explorar estrategicamente o momento, desde a produção de conteúdo até o engajamento da torcida.

“Toda a preparação do clube, incluindo o planejamento de conteúdo e a interação com a comunidade, foi fundamental para aproveitar o momento de forma estratégica”, disse, ao demonstrar como planejamento e timing são cruciais na hora de transformar fatos esportivos em narrativas com alto potencial de repercussão.

Já Juliana citou o trabalho com a jornalista Alana Ambrosio, que lançou uma coleção de roupas de basquete vintage. Ao incorporar as peças no seu dia a dia, ela criou uma ponte genuína com a comunidade que a acompanha, transformando um produto em algo com valor simbólico e cultural.

“O céu é o limite. O ritmo não está apenas em mostrar resultados, mas em entender, mostrar bastidores e engajar a audiência. É isso que faz toda a diferença e gera empatia”, finalizou.

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