O empresário norte-americano John Textor, ex-dono do Crystal Palace, está perto de comprar o Sheffield Wednesday, clube tradicional da segunda divisão inglesa. A negociação está em fase final e depende apenas de ajustes para ser oficializada, segundo fontes próximas.
Textor vendeu recentemente sua fatia de 43% no Crystal Palace por £190 milhões (cerca de R$1,4 bilhão) ao bilionário Woody Johnson, dono do New York Jets. A venda foi motivada por restrições da UEFA quanto à posse de múltiplos clubes na Europa. Agora, ele busca um novo projeto na Inglaterra que se encaixe no modelo multiclubes do grupo Eagle Football Holdings, que já controla Lyon (França), Botafogo e RWD Molenbeek (Bélgica).
Fundado em 1867, o Sheffield Wednesday é um dos clubes mais antigos da Inglaterra e já conquistou quatro títulos da primeira divisão, três Copas da Inglaterra e uma Taça da Liga. Hoje, vive uma crise financeira: salários atrasados, jogadores rescindindo contratos e embargo de transferências até 2027.
O atual dono, o tailandês Dejphon Chansiri, já recusou ofertas de cerca de £48 milhões (R$355 milhões), mas estaria mais aberto à proposta de Textor, apesar de pedir cerca de £150 milhões (R$1,1 bilhão). Textor enxerga no Sheffield uma oportunidade de crescimento e resgate histórico, e já indicou seu desejo de recolocar o clube na Premier League. Para ele, o Wednesday simboliza os problemas do futebol inglês e precisa de gestão moderna e integração internacional com os demais clubes da Eagle.
Enquanto tenta avançar no novo projeto inglês, Textor enfrenta resistência dentro da própria Eagle Football. Ele tenta recomprar o controle da SAF do Botafogo, clube que integra o grupo desde 2022. No entanto, enfrenta oposição de antigos aliados (como o fundo Ares Management e Michelle Kang, dona do Lyon), que romperam com ele após o colapso financeiro do Lyon em abril.
Os sócios aceitam vender a SAF do Botafogo, mas exigem que Textor deixe o comando da operação, alegando conflito de interesses. A disputa interna expõe uma crise de governança na Eagle Football e gera incerteza sobre o futuro do Botafogo, num momento de instabilidade administrativa e esportiva.





