Indústria

Juventude defende fair play financeiro e pede a implementação já em 2025

Inspirado em modelos adotados na Europa, como o da UEFA, o mecanismo busca estabelecer limites para que as despesas dos clubes estejam alinhadas às receitas

Foto: Juventude

13 de agosto de 2025

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Após a primeira reunião do Grupo de Trabalho, realizada na sede da CBF, o tema “fair play financeiro” voltou ao centro das discussões no futebol brasileiro, impulsionado por propostas de implementação de regras mais rígidas de controle de gastos.

Inspirado em modelos adotados na Europa, como o da UEFA, o mecanismo busca estabelecer limites para que as despesas dos clubes estejam alinhadas às receitas, evitando endividamentos excessivos e distorções competitivas.

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) estuda formatos que possam ser aplicados gradualmente, com punições que vão desde multas até perda de pontos e restrições em contratações. A expectativa é que um projeto-piloto seja apresentado ao público no dia 26 de novembro.

É nesse contexto que o Juventude surge como exemplo de clube atento às discussões. Em entrevista exclusiva para o MKTEsportivo, Fábio Pizzamiglio, presidente do clube gaúcho, compartilhou sua visão sobre a implementação.

“Acredito que devemos saudar a iniciativa da CBF pela criação do grupo de trabalho com o objetivo de implementar o fair play financeiro no Brasil. São medidas fundamentais que já adotamos no Juventude há anos e que entendemos ser obrigação de todos os clubes. Mantemos uma gestão rigorosa, pagando em dia funcionários, atletas, fornecedores e terceiros”, comentou Fábio.

Se aprovado, o fair play financeiro representará uma mudança estrutural no futebol brasileiro, podendo nivelar a competitividade, mas também exigindo dos clubes maior profissionalismo na administração de seus recursos.

“Não gastamos mais do que arrecadamos ao longo da temporada e, mesmo assim, reduzimos a dívida acumulada nas últimas décadas a praticamente zero. No entanto, sabemos que, infelizmente, nem todos os clubes seguem essa filosofia, o que amplia a desigualdade dentro de campo”, completou.

Especialistas apontam que a medida pode aumentar a sustentabilidade do futebol nacional, mas também impõe desafios, especialmente para clubes com menor capacidade de arrecadação. A necessidade de equilibrar investimentos em elencos competitivos com a saúde financeira pode exigir planejamento rigoroso e novas estratégias de receita.

“Sabemos que há clubes das mais diferentes grandezas em todo o Brasil. Mas, se todos seguirem as mesmas regras, a competição será mais justa. O fair play impede que times gastem acima de sua capacidade e criem vantagens indevidas. Para os clubes menores, isso significa competir com mais equilíbrio. Por isso, aguardamos que a CBF estabeleça e publique as regras ainda este ano, com início de implementação em 2026. Mesmo que haja um período de transição, quanto antes isso acontecer, melhor para o futebol brasileiro”, finalizou.

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