Mídia

LFU estende contratos de direitos de transmissão até 2029 e projeta crescimento expressivo em receita

A Liga Forte União anunciou a extensão dos contratos de direitos de transmissão do Brasileiro com a Record e a CazéTV até 2029

Foto: Rodrigo Coca/Corinthians

12 de agosto de 2025

3 minutos de Leitura

A Liga Forte União (LFU) anunciou a extensão dos contratos de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro com a Record e a CazéTV (YouTube) até 2029. Com isso, todos os acordos de mídia firmados pelo bloco agora passam a ter validade de cinco anos, prazo já definido anteriormente nos contratos com a Prime Video, plataforma de streaming da Amazon, e com o Grupo Globo.

A medida reforça a estratégia da LFU de diversificar os canais de exibição e garantir previsibilidade financeira de médio prazo para os clubes envolvidos.

Com os novos termos, a LFU projeta que os clubes integrantes devem arrecadar R$ 2,2 bilhões em 2029, valor que representa o dobro da receita obtida em 2024. A cifra também é aproximadamente R$ 500 milhões superior ao montante que se estima que os clubes da Libra receberão da Globo até o mesmo ano. Atualmente, a LFU conta com 11 clubes na Série A do Campeonato Brasileiro, enquanto a Libra representa nove.

Entre os destaques da nova configuração está o Corinthians, que passa a ser o clube que mais arrecada com direitos de transmissão no país. A previsão é de que o clube fature R$ 304 milhões em 2029 com contratos firmados com Record, CazéTV, Amazon e Globo. Em 2024, o clube do Parque São Jorge recebeu R$ 225 milhões, ficando atrás do Flamengo, que liderou o ranking com R$ 278 milhões.

A partir de 2025, no entanto, a LFU estima que o Corinthians já superará o clube carioca, com expectativa de R$ 250 milhões contra R$ 222 milhões, embora os valores finais dependam de métricas de performance e audiência.

Além do Corinthians, os clubes da LFU que disputam a Série A incluem Botafogo, Ceará, Cruzeiro, Fluminense, Fortaleza, Internacional, Juventude, Mirassol, Sport e Vasco. A distribuição da receita entre os clubes é baseada em três critérios: 45% por igualdade entre os participantes, 30% por desempenho esportivo e 25% por audiência.

Enquanto a LFU adota um modelo com múltiplos parceiros de mídia, a Libra optou por centralizar seus contratos exclusivamente com o Grupo Globo, abrangendo todas as plataformas (TV aberta, fechada e streaming). Essa diferença estrutural é um dos principais pontos de distanciamento entre os dois blocos, que ainda não conseguiram consenso para a criação de uma liga unificada do futebol brasileiro.

Outro fator relevante é a participação de um grupo de investidores liderado pela Life Capital Partners (LCP), que comprou parte dos direitos comerciais dos clubes da LFU por um período de 50 anos, reforçando a capacidade financeira e a estrutura de governança da liga.

Houve tentativas recentes de unificar os grupos por meio de um memorando de entendimento, mas clubes como Flamengo e Corinthians não assinaram o documento, impedindo avanços concretos. Mesmo os direitos internacionais, que chegaram a ser negociados de forma conjunta pelas duas frentes, não tiveram sucesso completo: o Flamengo decidiu explorar separadamente suas partidas como mandante para torcedores no exterior, por meio de uma plataforma própria.

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