O comissário da NFL, Roger Goodell, surpreendeu ao afirmar que não vê ligas como a NBA ou a MLB como concorrentes diretas da NFL. Em vez disso, ele aponta empresas de tecnologia como Apple e Google como os verdadeiros rivais da liga.
A declaração foi revelada no livro Every Day Is Sunday, do jornalista Ken Belson, e teria sido feita por Goodell durante o Super Bowl LVIII, em Las Vegas. Segundo ele, a NFL não disputa apenas a atenção dos fãs de esportes, mas sim a audiência global e o tempo de consumo de mídia, hoje dominado por gigantes do setor tecnológico.
Essa visão reflete a forma como a NFL tem se posicionado nos últimos anos: mais como uma potência de entretenimento e mídia do que apenas uma liga esportiva. Com uma receita de mais de US$ 23 bilhões em 2024 — significativamente maior que os US$ 11,3 bilhões da NBA e os US$ 12,1 bilhões da MLB —, a NFL lidera com folga entre as ligas esportivas, mas ainda está longe dos números das big techs. Apple e Google, por exemplo, faturaram US$ 391 bilhões e US$ 348 bilhões, respectivamente, no mesmo período.
A declaração de Goodell também sinaliza a direção que a NFL pretende seguir: investir pesado em tecnologia, streaming, e novas experiências digitais para os fãs, o que justifica a aproximação da liga com plataformas como Apple TV+ e YouTube (propriedade do Google), com as quais já firmou acordos para transmissão de jogos. Nesse cenário, a NFL não compete apenas por audiência esportiva, mas pelo tempo total de atenção das pessoas em um mercado cada vez mais fragmentado e digital.






