A edição 2025/2026 da Premier League começa nesta sexta-feira (15) com um cenário marcante: mais da metade dos clubes da liga trazem empresas do setor de apostas como patrocinadoras máster.
Das 20 equipes que disputam a elite do futebol inglês, 11 exibem logomarcas de “bets” na parte frontal de seus uniformes.
O número reforça a presença dominante do segmento, mesmo em meio ao crescente debate no Reino Unido sobre a regulamentação da publicidade de jogos de azar no esporte. Em 2023, a liga anunciou que, a partir da temporada 26/27, os clubes não poderão estampar marcas de apostas na região principal da camisa. Medida que não afeta contratos já firmados, válidos até o fim da atual temporada.
O crescimento foi exponencial nas últimas duas décadas: em 2002/2003, apenas o Fulham tinha parceria com uma empresa de apostas, a Betfair, em um acordo que durou apenas um ano. Na temporada seguinte, nenhum clube contava com esse tipo de patrocínio, algo que não se repetiu desde então.
Desde 2004, ao menos 42 companhias diferentes já ocuparam o espaço nobre do uniforme, incluindo Betano, Betway, Bodog, Sportsbet, Betfair, BC.Game e Stake.
O veto anunciado pela Premier League se restringe à parte frontal da camisa, permitindo que marcas do setor continuem presentes em outros espaços, como mangas, placas de LED no entorno do campo e ativações digitais. Para evitar disputas jurídicas, a decisão incluiu um período de transição de três anos, além do desenvolvimento de um código de “patrocínio responsável” que deverá orientar futuras parcerias comerciais.
Com isso, a temporada 25/26 marca não apenas a corrida pelo título, mas também o fim de uma era na relação comercial entre clubes e empresas de apostas no futebol inglês.





