Nesta sexta-feira (01), Romeu Tuma Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, revelou em uma entrevista coletiva que recomendará a extinção do cartão corporativo do clube.
“Não tem nenhuma regulamentação administrativa. Fui procurado por inquérito no MP (Ministério Público). Não tem regra estipulada para o cartão corporativo. Cada presidente usa dois, três. Eu um, futebol outro, compra outro. Você tem que controlar despesas. Se cada um teve, tira do seu bolso e pede reembolso. Pedi um vinho que custa quatro pau? Esse não vou pagar. É interesse do clube?”, disse Romeu.
O tema ganhou força após insatisfação por parte de Tuma em como os gastos vêm sendo tratados. O mesmo, cobrou mais responsabilidade e transparência na prestação de contas.
“Você faz o relatório de despesas do clube e reembolsa o cara. Vou propor a extinção, mas quem toma a decisão é o presidente. Estou avisando que vou propor a extinção do cartão corporativo. No futebol, pague o hotel antes ou mandem a fatura para o clube. O Cori pediu impeachment do ex-presidente porque ele não entregava documento. O assunto cartão corporativo é recorrente, não é de agora. Quando chega o meu cartão em casa e eu gasto muito, minha mulher briga comigo. No Corinthians, não tem ninguém que olha a fatura?”, Romeu Tuma Júnior.
“Fizemos um ofício à presidência do clube pedindo para resguardar, coletar toda a documentação de extratos e documentos de suporte. Pedi que guardasse tudo dos últimos sete anos. Fiz o ofício, alguns dias depois recebi resposta do departamento jurídico dizendo que alguns documentos foram furtados. Foi registrada ocorrência e estamos trabalhando”, completou.
Romeu Tuma Júnior será ouvido pelo Ministério Público de São Paulo na próxima semana. Ele, o presidente interino do Corinthians, Osmar Stábile, e o vice Armando Mendonça prestarão depoimento na quarta-feira. O MP investiga o uso irregular dos cartões corporativos do clube durante as gestões de Andrés Sanchez e Duílio Monteiro Alves.





