A Under Armour divulgou resultados que confirmam a retração nas vendas e indicam um cenário ainda mais desafiador para os próximos meses. A empresa registrou receita de US$ 1,13 bilhão no primeiro trimestre fiscal encerrado em 30 de junho de 2025, uma queda de 4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da redução expressiva no prejuízo líquido, cerca de US$ 305 milhões para apenas US$ 2,6 milhões, o desempenho ficou abaixo das expectativas. Na América do Norte, principal mercado da marca, as vendas recuaram 5%, enquanto em outros países a queda média foi de 1%.
Europa, África e Oriente Médio foram as únicas regiões que obtiveram crescimento, com vendas de US$ 248,6 milhões, representando aumento de 9,6%. As maiores perdas ocorreram no mercado Ásia-Pacífico, com queda de 10,1%, para US$ 1,4 milhão, e na América Latina, onde a receita caiu 15,3%, para US$ 54,5 milhões.
O resultado afetou tanto as vendas no atacado, que caíram 4,6%, para US$ 649 milhões, quanto as vendas diretas ao consumidor, que recuaram 3,5%, para US$ 463,4 milhões.
Com relação às categoria de produtos, a comercialização de acessórios teve um rendimento positivo, obtendo US$ 100 milhões. Moda caiu 1,5%, para US$ 746,6 milhões, e a divisão de calçados sofreu o maior impacto, despencando 14,3%, para US$ 265,8 milhões.
Nos últimos anos, a Under Armour vem tentando recuperar relevância frente a concorrentes como Nike e adidas, mas os números indicam que a estratégia ainda não produziu o efeito esperado. Com custos em alta e um consumidor mais cauteloso, a empresa terá de acelerar ajustes e reforçar seu apelo de marca para evitar uma nova sequência de quedas.





