A jogadora Angel Reese, destaque do Chicago Sky na WNBA, defendeu a criação de um jogo de videogame dedicado exclusivamente à liga feminina de basquete. Para a ala-pivô, a presença das equipes e atletas no tradicional NBA 2K representa um avanço, mas não é suficiente diante do crescimento recente da liga. Reese argumenta que a WNBA merece protagonismo também no universo dos jogos digitais, com um título próprio que reflita sua identidade e seu valor esportivo.
“Queremos ser vistas como protagonistas, não apenas como uma extensão da NBA. A WNBA tem força, identidade e talento suficientes para ter seu próprio jogo”, afirmou a jogadora. Segundo ela, um game exclusivo ampliaria a visibilidade do basquete feminino, atrairia novos fãs e contribuiria para a igualdade de representação entre homens e mulheres nos eSports.
O pedido de Reese acontece em um momento de alta para a WNBA. Em 2025, a liga registrou crescimento recorde de audiência, público e engajamento. O Golden State Valkyries, franquia estreante com sede em San Francisco, vendeu todos os ingressos para seus 22 jogos como mandante. Foram mais de 397 mil torcedores ao longo da temporada regular, com média de 18.064 pessoas por partida (o maior índice da história da liga).
A temporada também contou com mais de 175 jogos transmitidos por redes nacionais como ABC, ESPN e CBS. A média de audiência foi de 1,32 milhão de telespectadores por jogo, quase três vezes superior à do ano anterior. As vendas de ingressos, produtos oficiais e o alcance nas redes sociais também apresentaram crescimento expressivo, indicando uma base de fãs cada vez mais ampla e engajada.
Apesar desse cenário, a representação da WNBA nos videogames continua limitada. Nos últimos anos, jogadoras e times foram incorporados gradualmente ao NBA 2K, incluindo o modo MyTEAM na edição de 2026. No entanto, não há até o momento uma experiência completa e autônoma da liga feminina no ambiente virtual. Para Reese, a ausência de um jogo exclusivo reflete uma lacuna de reconhecimento.
“Temos torcedores, temos audiência, temos mercado. Um jogo próprio da WNBA seria uma plataforma poderosa para mostrar o que somos dentro e fora de quadra”, afirmou a jogadora. A proposta acompanha uma tendência crescente por mais diversidade e representatividade nos produtos de entretenimento esportivo, especialmente entre públicos jovens e femininos.
Com o mercado de eSports em expansão e o interesse pelo esporte feminino em alta, especialistas avaliam que um game exclusivo da WNBA teria potencial comercial significativo. A ideia, segundo Reese, não é apenas uma inovação tecnológica, mas também um símbolo de respeito e visibilidade para as atletas da liga. “O momento é agora. Estamos crescendo, estamos sendo vistas. O próximo passo é sermos representadas com a mesma seriedade em todas as plataformas”, concluiu.




