Indústria

Atlético-MG altera regra da SAF e reduz limite mínimo de participação da associação

Dívida do Galo pode superar R$ 2,3 bilhões, segundo relatório, reforçando a urgência por novos recursos

Foto: Daniela Veiga/Galo

18 de setembro de 2025

2 minutos de Leitura

O Atlético-MG deu um passo importante em sua estrutura societária ao aprovar uma mudança nas regras da SAF, visto que a decisão permite que a fatia da associação, atualmente em 25%, possa ser reduzida até um limite mínimo de 10%. Novos investidores são vistos pelos gestores do Galo como o foco principal da mudança, considerada necessária para ampliar a atratividade do negócio.

O CEO Bruno Muzzi, durante entrevista à Rádio Itatiaia, destacou que a cláusula em vigor funcionava como um bloqueio ao ingresso de capital externo, já que preservava de forma fixa a participação da associação em 25%. Na visão do dirigente, a flexibilização elimina essa trava e abre espaço para que futuros aportes de terceiros possam ser aceitos sem barreiras, colocando como prioridade a busca por recursos fora do círculo atual de acionistas.

A votação contou com 193 conselheiros, sendo 184 favoráveis e nove contrários. No comunicado oficial, o clube reforçou que, mesmo com a flexibilização, a associação seguirá mantendo os direitos assegurados pela Lei da SAF e continuará a indicar dois integrantes para o Conselho de Administração, preservando participação ativa nas decisões estratégicas.

Valor da dívida do Atlético-MG

O Galo, que figura entre os times brasileiros com maior endividamento, busca com a abertura ao mercado um caminho para aliviar sua situação financeira.

Os números oficiais apontam uma dívida de R$ 1,3 bilhão, mas projeções recentes do relatório Convocados/Outfield 2025 indicam que o passivo já ultrapassa R$ 2,3 bilhões, cenário que aumenta a pressão pela chegada de um novo investidor à SAF como forma de reequilibrar as contas e garantir sustentabilidade ao projeto.

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