Vendido pelo Botafogo ao Nottingham Forest por 6 milhões de euros (cerca de R$ 32 milhões), o lateral-esquerdo Cuiabano está de volta ao clube carioca por empréstimo até dezembro. O retorno acontece apenas um dia após o anúncio oficial da contratação pelo clube inglês, e quatro dias após a venda ser concluída.
A negociação relâmpago é mais um reflexo da relação cada vez mais estreita entre John Textor, proprietário da SAF do Botafogo, e o grego Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest. Os dois empresários fortaleceram os laços comerciais em 2025 e vêm realizando diversas transações entre os clubes.
Segundo informações da ESPN, o Forest tentou emprestar o jogador a outros clubes da Europa, mas esbarrou no limite de estrangeiros no elenco. Diante da proximidade do fechamento da janela de transferências (encerrada na última segunda-feira (1º) ), o retorno ao Botafogo surgiu como uma alternativa viável. A vontade do próprio jogador de seguir no futebol brasileiro também pesou na decisão.
Apesar do empréstimo, o Botafogo terá um custo maior. O clube carioca assumirá integralmente os salários previstos no contrato com o Nottingham Forest, que são superiores aos valores pagos anteriormente.
Cuiabano, de 22 anos, chegou ao Botafogo no início de 2024, contratado junto ao Grêmio por R$ 8 milhões. Desde então, disputou 60 partidas com a camisa alvinegra, marcou sete gols e deu sete assistências. Foi peça fundamental nas conquistas do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores da América, ambas em 2024.
A venda do lateral foi a quarta negociação entre Botafogo e Nottingham Forest nesta janela europeia. Antes dele, o goleiro John, o zagueiro Jair e o atacante Igor Jesus também foram negociados com o clube inglês.
Na outra direção, o Botafogo contratou, em julho, o volante Danilo, ex-Palmeiras, por 22 milhões de euros (cerca de R$ 142 milhões). O jogador, que estava no Nottingham Forest, se tornou a contratação mais cara da história do clube alvinegro.
As tratativas reforçam o alinhamento estratégico entre Textor e Marinakis, que buscam desenvolver um modelo de negócios semelhante ao que o empresário norte-americano já utilizava em sua relação com o Lyon. A expectativa é que novas parcerias entre os clubes sejam fechadas nas próximas janelas.





