Depois de encerrar junho com saldo expressivo e resultados bem acima das projeções iniciais, o Palmeiras alcançou um marco histórico em julho de 2025: o clube já superou a marca de R$ 1 bilhão em arrecadação no acumulado do ano, conforme mostra o balancete recém-divulgado. Apenas em julho, o superávit chegou a R$ 238 milhões, impulsionado principalmente pelas vendas de Estêvão e Richard Ríos.
A negociação de Estêvão, acertada com o Chelsea em 2024, foi contabilizada apenas agora, após a saída do jogador. Já Richard Ríos deixou o Alviverde em julho, em transferência para o Benfica que movimentou € 21 milhões, algo em torno de R$ 135 milhões na cotação do período. Juntas, essas operações somaram R$ 288 milhões e representaram a maior fatia das receitas alviverdes no mês.
Além da entrada significativa vinda das transferências, o balanço de julho apresentou outras fontes importantes de arrecadação com publicidade e patrocínios garantindo R$ 17,7 milhões, enquanto os direitos de transmissão renderam R$ 12,4 milhões.
O Allianz Parque foi responsável por R$ 11,5 milhões, seguido pelo programa de sócio-torcedor Avanti, que contribuiu com R$ 6,2 milhões. Já a renda dos jogos no período somou R$ 6,1 milhões e a arrecadação social, R$ 5,1 milhões, consolidando um mês de forte diversificação de receitas, mas ainda concentrado nas vendas de atletas. Em contrapartida, os paulistas investiram R$ 702 milhões em reforços e lideram os gastos no futebol brasileiro.
Receita bilionária
No acumulado entre janeiro e julho de 2025, o clube já registra R$ 1,1 bilhão em receitas totais, superando com folga os R$ 649 milhões previstos no orçamento. O resultado líquido também ultrapassa as expectativas: são R$ 366 milhões de superávit, frente aos modestos R$ 5,8 milhões inicialmente projetados.
O 2025 do Palmeiras
A trajetória financeira mês a mês mostra um ano de oscilações marcantes. O Verdão começou 2025 com superávit de R$ 196 milhões em janeiro, mas enfrentou déficits nos meses seguintes: R$ 36,4 milhões em fevereiro, R$ 49,6 milhões em março, R$ 28,1 milhões em abril e R$ 12,2 milhões em maio.
A recuperação veio em junho, com superávit de R$ 58,9 milhões, consolidada pelo expressivo saldo de R$ 238 milhões em julho. O desempenho no período garante ao Palmeiras um acumulado positivo de R$ 366,5 milhões nos primeiros sete meses do ano.





