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Conmebol coloca obstáculos à proposta da CBF de vaga direta para brasileiros na Libertadores

Delegação chefiada por Samir Xaud vai ao Paraguai apresentar detalhes da mudança

Foto: Leonardo Lourenço

19 de setembro de 2025

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A Confederação Brasileira de Futebol tenta abrir espaço no calendário nacional propondo mudanças no sistema de vagas para a Libertadores, mas encontra resistência na Conmebol. A ideia é transformar os dois lugares hoje destinados às fases preliminares em uma entrada direta na fase de grupos, algo que poderia gerar incômodo nas demais nove associações e alterar o equilíbrio do atual formato da competição.

Para a CBF, a iniciativa faz parte de um conjunto de medidas que inclui o corte de datas dos estaduais, que passariam de 16 para 11 rodadas, além de ajustes na Copa do Brasil, com o objetivo de acomodar a agenda da próxima temporada.

Pelas regras em vigor, os times que terminam o Brasileirão em quinto e sexto lugares entram na Libertadores a partir da segunda fase, visto que em 2025, esse foi o caminho de Corinthians e Bahia, ambos chegando até a etapa seguinte, a última antes da fase de grupos. Os paulistas não conseguiram avançar, enquanto os baianos garantiram classificação e se juntaram aos 28 times que já tinham vaga assegurada, compondo assim o quadro de 32 participantes.

Se aprovada, a retirada dos brasileiros da pré-Libertadores, disputada entre fevereiro e março, reduziria a pressão do calendário logo no início do ano, permitindo que os clubes se dediquem às competições internacionais somente a partir de abril. Foi o caso do Corinthians, que precisou ter a tabela do Paulistão adaptada para conseguir disputar as duas competições em paralelo.

Apesar da postura cautelosa da Conmebol, a CBF segue firme no projeto e, nesta sexta-feira (20), uma delegação liderada pelo presidente Samir Xaud estará em Assunção para apresentar a proposta na sede da entidade sul-americana.

A confederação também trabalha em um novo calendário para 2026, quando o Campeonato Brasileiro voltará a ser interrompido em função da Copa do Mundo, marcada para os meses de junho e julho nos Estados Unidos, Canadá e México. A promessa é que o planejamento seja divulgado em breve, dando aos clubes tempo hábil para se organizar.

Entre as mudanças previstas, os principais estaduais sofreriam uma redução de cinco datas, ficando limitados a 11 rodadas. Em contrapartida, a Série D passaria a contar com mais times, buscando contemplar equipes de menor expressão que perderiam espaço com o encurtamento dos torneios locais.

Outro ponto em análise é a Copa do Brasil, que pode ganhar novas fases disputadas em jogo único, ampliando o modelo já utilizado nas duas primeiras rodadas antes do início dos confrontos de ida e volta.

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