Na última terça-feira, o Conselho Deliberativo do Atlético-MG se reuniu e tomou uma decisão que pode moldar o futuro financeiro e estratégico do clube.
Em uma votação expressiva de 184 a 9, os conselheiros aprovaram uma alteração significativa no acordo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), permitindo a diminuição da participação da Associação Atlética do Atlético-MG, atualmente de 25%, caso um novo aporte de capital atenda a determinados critérios.
Até então, o contrato da SAF impedia que a fatia da Associação fosse reduzida, independentemente de novos investimentos. A estrutura anterior estabelecia que qualquer aumento de capital afetaria exclusivamente as ações dos investidores privados, como Rubens Menin, Rafael Menin, Renato Salvador, Ricardo Guimarães, Daniel Vorcaro e FIGA, sem alterar a parte do clube.
Com a nova cláusula, o Atlético-MG poderá diluir a participação da Associação em até 10% se um novo investimento de, no mínimo, R$ 200 milhões for realizado. Esse aporte precisará ser feito de forma primária, ou seja, por meio de aumento de capital e emissão de novas ações, sem a necessidade de uma nova aprovação do Conselho Deliberativo.
A alteração foi vista como um passo essencial para atrair novos investidores, com a diretoria e os acionistas avaliando que, sem essa mudança, seria difícil viabilizar novos aportes financeiros.
Além disso, a Associação ainda manterá um poder significativo no controle da identidade do clube. Mesmo com a diluição da participação acionária, a entidade continuará a ter poder de veto em questões fundamentais, como mudanças no símbolo, nas cores ou no hino do time, assegurando a preservação da história e da cultura atleticana.
Com a aprovação da mudança, a distribuição atual das ações da SAF fica da seguinte forma: Rubens Menin e Rafael Menin – 41,8%, Associação Atlética do Atlético-MG – 25%, Galo Forte FIP (Daniel Vorcaro) – 20,2%, Ricardo Guimarães – 6,3% e FIGA (ainda a pagar) – 6,7%.
A transição para a SAF é uma das maiores mudanças na história recente do clube e, com a possibilidade de novos investimentos, a expectativa é de que o Atlético-MG possa fortalecer ainda mais sua estrutura financeira e aumentar sua competitividade no cenário nacional e internacional. A decisão tomada pelo Conselho é vista como um marco para a continuidade desse processo de transformação.





