Executivos da Caixa Econômica Federal receberam dirigentes do Corinthians na segunda-feira (22) para tratar do financiamento referente à Neo Química Arena. O clube apresentou a intenção de alterar o modelo atual, que aplica juros na modalidade Selic +2%, para uma cobrança vinculada ao IPCA, acreditando que essa mudança pode trazer maior equilíbrio financeiro no longo prazo.
A avaliação interna é de que as condições em vigor pesam sobre o caixa do Alvinegro diante do cenário econômico atual, no qual os índices de juros seguem elevados. Com isso, a diretoria tenta persuadir o banco estatal a rever o contrato e criar um ambiente mais favorável ao pagamento da dívida, buscando aliviar a pressão sobre o orçamento da agremiação.
No entanto, até agora não existe qualquer proposta oficial colocada em discussão, o que há é apenas um diálogo inicial entre as partes, visto que o montante devido pela construção do estádio está estimado em R$ 675,2 milhões, segundo informações do Meu Timão e ge.
Vale destacar que a Gaviões da Fiel, responsável pela campanha Doe Arena, conhecida como a vaquinha do Corinthians, anunciou no último domingo (21) o pagamento da 178ª parcela do financiamento. A iniciativa, lançada em novembro passado, já arrecadou mais de R$ 40 milhões por meio de diferentes frentes de mobilização.
Entre conselheiros próximos ao presidente do clube, Osmar Stabile, há quem defenda que a suspensão temporária dos repasses poderia servir como forma de pressionar a Caixa a negociar novos termos. Essa ideia, no entanto, ainda gera debate dentro do clube e não é consenso.
O presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, reforçou esse posicionamento em entrevista coletiva ao sugerir publicamente a paralisação dos pagamentos. Mesmo com a declaração, a diretoria do Timão mantém a postura de não avançar em nenhuma decisão sem o aval do banco, preservando o canal de diálogo aberto para futuras negociações.





