O Corinthians apresentou no último dia 11 de setembro um resultado negativo de R$ 60,2 milhões referente ao período de janeiro a junho de 2025. O valor reflete um aumento expressivo das despesas, que ficaram quase 30% acima do que havia sido estimado no orçamento aprovado para o semestre. Já o passivo do clube, que considera também o financiamento da Neo Química Arena, alcançou R$ 2,6 bilhões, consolidando a escalada da dívida.
Os dados financeiros foram expostos ao Conselho de Orientação (CORI) e revelaram que a arrecadação líquida do semestre atingiu R$ 380 milhões, ligeiramente abaixo da previsão inicial de R$ 381,2 milhões.
Por outro lado, as saídas superaram com folga as estimativas e somaram R$ 424,8 milhões frente aos R$ 329,3 milhões aprovados, um acréscimo de quase 30%. O maior peso veio da folha de pagamentos, que alcançou R$ 298,6 milhões, superando em 36,26% o valor orçado de R$ 219,1 milhões, o que representa uma diferença de R$ 79,42 milhões.
O relatório financeiro reúne resultados de duas administrações distintas dentro do semestre: a primeira parte sob a presidência de Augusto Melo, afastado após sofrer impeachment, e a segunda já sob comando de Osmar Stabile, que assumiu interinamente em maio e foi confirmado no cargo em agosto.
Mesmo com desequilíbrios relevantes, o Alvinegro conseguiu registrar um superávit operacional de R$ 28,817 milhões considerando receitas, despesas e negociações de atletas. Contudo, os compromissos financeiros e encargos acabaram revertendo o resultado, levando ao déficit de R$ 60,227 milhões, visto que cenário contrastou com a expectativa inicial da gestão de Augusto Melo, que projetava lucro de R$ 2,3 milhões para o mesmo período.
Valor da dívida do Corinthians
A evolução da dívida também preocupa, já que o montante, que estava em R$ 1,9 bilhão em 2023, chegou a R$ 2,5 bilhões no fim de 2024 e alcançou R$ 2,6 bilhões no meio de 2025, com a divulgação dos balancetes sendo adiada em função de dois fatores: primeiro, o CORI questionou os números apresentados no primeiro bimestre pela gestão de Augusto Melo, segundo o ge.
Depois, a crise política que culminou na queda do então presidente também interferiu no calendário de publicação. Além da atualização dos números, a diretoria atual submeteu ao conselho uma revisão do orçamento do ano.





