A Globo está promovendo uma reestruturação significativa no seu departamento de esportes. Renato Ribeiro, diretor-geral de Esportes da emissora, comunicou as mudanças que irão ocorrer a partir de janeiro de 2026.
Um dos principais destaques dessa reorganização é a saída de Gustavo Poli, que ocupa atualmente o cargo de diretor de programas e conteúdo digital esportivo, após quase três décadas na empresa.
Com 27 anos de carreira na emissora, Poli será substituído por Afonso Garschagen, que atualmente ocupa o cargo de gerente de programas esportivos. Garschagen assumirá a direção de programas e formatos esportivos, dando continuidade ao trabalho de Poli, com a missão de expandir e diversificar a programação esportiva da Globo, tanto na TV aberta quanto no SporTV.
A reestruturação também traz outras mudanças importantes na organização hierárquica. A gerência de conteúdo digital, anteriormente sob responsabilidade de André Amaral, será transferida para a direção de Gustavo Maria, que assumirá o cargo de diretor de Redação de Esportes.
A partir dessa alteração, Gustavo terá maior autonomia para lidar com o conteúdo digital, uma área cada vez mais relevante para a emissora, que busca acompanhar as novas demandas do mercado e da audiência.
Com a reformulação, quatro diretorias estarão diretamente subordinadas a Renato Ribeiro. Além da nova direção de programas e formatos liderada por Garschagen, também estarão sob sua supervisão a diretoria de Redação, comandada por Gustavo Maria; a diretoria de transmissões esportivas, chefiada por George Guilherme; e a diretoria de planejamento executivo e gestão de elenco, sob responsabilidade de Marcela Zaiden. Essa mudança visa otimizar os processos e fortalecer as decisões estratégicas da Globo no setor esportivo.
A decisão de desligar Gustavo Poli da Globo foi tomada pela própria emissora. Ao longo de sua carreira, Poli teve um papel fundamental na criação e formatação de programas emblemáticos como o Esporte Espetacular, da TV aberta, e na estruturação de conteúdos para o SporTV.
O executivo também foi um dos principais nomes na cobertura das Copas do Mundo, acompanhando e reportando o evento em cinco edições, entre 2006 e 2022. Sua saída representa o fim de um ciclo importante na história do jornalismo esportivo da Globo.






