Após um ano de investigações, o Streameast, considerado a maior plataforma ilegal de streaming esportivo do mundo, foi oficialmente fechado. A informação foi divulgada por veículos como The Athletic e The New York Times.
Segundo o The Athletic, a operação que levou ao encerramento da plataforma foi realizada em 24 de agosto, resultado de uma ação conjunta entre a Aliança para Criatividade e Entretenimento (ACE), coalizão que reúne mais de 50 gigantes do setor de mídia e entretenimento, como Amazon, Apple TV+, Netflix e Paramount+, e autoridades egípcias.
“A ACE obteve uma vitória retumbante em sua luta para detectar, deter e desmantelar criminosos perpetradores de pirataria digital ao derrubar a maior plataforma ilegal de esportes ao vivo do mundo”, disse Charles Rivkin, presidente da ACE e presidente e CEO da Motion Picture Association (MPA).
“Esta ação desmantelou rapidamente o que antes era a maior operação ilegal de streaming de esportes do mundo, e eu aplaudo as autoridades egípcias por sua parceria. É mais uma prova de que nenhuma rede de pirataria está fora do alcance de uma fiscalização global coordenada”, comemorou Larissa Knapp, vice-presidente-executiva e diretora de proteção de conteúdo da MPA.
A investigação revelou números impressionantes: o Streameast acumulou 1,6 bilhão de acessos ao longo do último ano, o que representa uma média de 136 milhões de visitas mensais. A rede operava por meio de mais de 80 domínios, com grande parte do tráfego originado de países como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Filipinas e Alemanha. A plataforma oferecia acesso gratuito a transmissões ao vivo de eventos como NFL, NBA, Fórmula 1, Champions League e Premier League.
Durante a operação, dois homens foram presos na cidade de El-Sheikh Zaid, localizada na província de Gizé, no Egito, a cerca de 32 km do Cairo. As autoridades também apreenderam laptops, smartphones, dinheiro em espécie e diversos cartões de crédito, todos suspeitos de terem sido usados na operação do esquema.
Os investigadores descobriram ainda uma conexão com uma empresa de fachada nos Emirados Árabes Unidos, que teria sido usada para lavagem de dinheiro de receitas publicitárias, somando £ 4,9 milhões desde 2010, além de mais de £ 150 mil em criptomoedas. Também há indícios de que imóveis no Egito foram adquiridos com os lucros ilegais.
A ACE atua em colaboração com diversos órgãos internacionais de segurança, como Europol, Departamento de Justiça dos EUA, Escritório do Representante Comercial dos EUA e o Centro Nacional de Coordenação de Direitos de Propriedade Intelectual.
“Desmantelar o Streameast é uma grande vitória para todos que investem e dependem do ecossistema de esportes ao vivo. Essa operação criminosa estava desviando valor dos esportes em todos os níveis e colocando fãs do mundo todo em risco”, finalizou Ed McCarthy, diretor de operações do Grupo DAZN.






