Indústria

SAF do Botafogo rejeita proposta da Eagle e amplia conflito judicial

Os representantes do clube carioca protocolaram uma petição na Justiça do Rio de Janeiro rejeitando os termos do acordo proposto pelo grupo

Foto: Wagner Meier/Getty Images

20 de setembro de 2025

3 minutos de Leitura

A disputa judicial entre a SAF do Botafogo e seus sócios, representados pela Eagle Football Group, continua se intensificando. Os representantes do clube carioca protocolaram uma petição na Justiça do Rio de Janeiro rejeitando os termos do acordo proposto pelo grupo, o que demonstra a continuidade do impasse entre as partes envolvidas.

O documento, assinado pelos advogados que representam a SAF, destaca que as condições sugeridas pela empresa para encerrar o litígio não são adequadas ao atual momento da negociação.

A recusa em aceitar os termos propostos entra em contraste direto com as declarações recentes de John Textor, principal figura por trás da gestão do Botafogo, que havia afirmado que o conflito (entre ele e seus sócios) tinha acabado, dando a entender que as tensões internas haviam sido resolvidas.

De acordo com a petição, a defesa de Textor considera que a proposta da Eagle foi apresentada de maneira unilateral, funcionando quase como um “contrato de adesão” que exigiria uma aceitação rápida, em apenas dois dias.

Além disso, os advogados do norte-americano afirmam que as negociações entre ele e seus sócios ainda estão em curso e não foram finalizadas. O documento também destaca que, em Assembleia Geral realizada no dia 12 de setembro, foi decidido que as ações tomadas nas reuniões do dia 17 de julho de 2025 não seriam implementadas, incluindo a polêmica transferência de ações da SAF para uma empresa registrada nas Ilhas Cayman, manobra que visaria reduzir a participação da Eagle na companhia.

Essa decisão ocorre no contexto de uma disputa jurídica iniciada pela própria Eagle, que buscava a suspensão das ações tomadas nas reuniões de julho, alegando que estas eram manobras de Textor para assumir o controle absoluto da SAF.

A Eagle, detentora de 90% das ações da sociedade, acusa Textor de ter conduzido as reuniões de maneira irregular, sem a participação de Christopher Mallon, diretor independente que foi nomeado na holding para mediar justamente os conflitos entre Textor e os sócios.

Esse novo capítulo do embate jurídico reforça a crescente instabilidade em torno da gestão do Botafogo, enquanto o clube tenta lidar com as complexas questões societárias que envolvem não só os interesses financeiros de seus investidores, mas também o futuro da própria administração. O desenrolar dessa disputa deve ser decisivo para os rumos do time no cenário esportivo e empresarial nos próximos meses.

Tags:Botafogo
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