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São Paulo vende seis joias da base e fatura R$ 200 milhões, mas lucra menos que rivais

São Paulo vende seis jovens da base de Cotia, mas ainda não supera receita obtida pelo Palmeiras em uma única venda

Foto: Getty Images

11 de setembro de 2025

3 minutos de Leitura

O São Paulo intensificou nesta temporada a estratégia de vender jogadores formados em Cotia para equilibrar suas finanças. Ao todo, o clube arrecadou pouco mais de R$ 203 milhões com seis negociações em definitivo de atletas das categorias de base. Apesar do número expressivo, o valor segue abaixo do registrado por rivais como Palmeiras e Flamengo, que movimentaram cifras significativamente maiores com menos nomes vendidos.

As principais transações do Tricolor incluem os atacantes Lucas Ferreira, William Gomes, Henrique Carmo, os meias Matheus Alves, o lateral Ângelo, e o zagueiro Lucas Loss. Os valores fixos das transferências giram em torno de 34,2 milhões de euros (cerca de R$ 216,7 milhões ) com possibilidade de aumento em bônus por metas atingidas.

Confira as principais negociações:

  • Lucas Ferreira (Shakhtar-UCR) – 10 milhões de euros (R$ 63,3 milhões)
  • William Gomes (Porto-POR) – 9 milhões de euros (R$ 57 milhões) + 1 milhão em bônus
  • Matheus Alves (CSKA-RUS) – 6 milhões de euros (R$ 38,2 milhões)
  • Henrique Carmo (CSKA-RUS) – 6 milhões de euros (R$ 38,2 milhões) + 1 milhão em bônus
  • Ângelo (Strasbourg-FRA) – 5 milhões de euros (R$ 31,8 milhões) + 2 milhões em bônus
  • Lucas Loss (Midtjylland-DIN) – 200 mil euros (R$ 1,2 milhão)

Além das vendas, o lateral-direito Moreira, de 21 anos, foi emprestado ao Porto com opção de compra de 2 milhões de euros (R$ 12.7 milhões) por 50% dos direitos.

Em muitas dessas transações, o São Paulo não detinha 100% dos direitos dos atletas. Por exemplo, o clube arrecadou 90% da venda de Matheus Alves, 85% da de Henrique Carmo e 80% da cota fixa de Lucas Ferreira. Também manteve percentuais para futuras revendas: 20% de Henrique Carmo, 12,5% de Ângelo e 10% de Lucas Loss.

Apesar do esforço do São Paulo no mercado, o valor arrecadado com os seis jogadores formados em Cotia não superou uma única venda do Palmeiras. Em janeiro, o clube alviverde negociou o zagueiro Vitor Reis ao Manchester City por 35 milhões de euros (R$ 220,2 milhões), praticamente a mesma quantia obtida pelo São Paulo com cinco jogadores somados.

Mais recentemente, o Palmeiras vendeu Estêvão, Luis Guilherme e Kevin, alcançando a marca de R$ 459 milhões. Com bônus, o valor pode chegar a R$ 612 milhões.

O Flamengo também superou o Tricolor. Nas suas últimas três vendas (Wesley, João Gomes e Lázaro), o clube carioca arrecadou R$ 253 milhões, com possibilidade de atingir R$ 281 milhões com variáveis.

Diante da instabilidade financeira dos últimos anos, o São Paulo tem adotado a base como uma das principais fontes de receita. A venda precoce de jovens talentos é vista internamente como forma de garantir fluxo de caixa, evitar atrasos e manter o clube competitivo.

No entanto, especialistas apontam que o clube tem vendido jogadores por valores abaixo do mercado, muitas vezes antes de ganharem projeção no time principal, o que reduz o potencial de retorno financeiro. Além disso, a alta participação de terceiros nos direitos econômicos limita o lucro total das transações.

Enquanto isso, rivais como Palmeiras e Flamengo têm conseguido segurar suas joias por mais tempo, elevando o valor de mercado e negociando com clubes de maior poder aquisitivo na Europa.

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