Mídia

Uefa reformula venda de direitos da Champions League e mira entrada da Netflix no futebol europeu

Emissoras e plataformas poderão disputar direitos em diversos mercados ao mesmo tempo, ao invés de negociações fragmentadas por país

Franck Fife/AFP

25 de setembro de 2025

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A Uefa aprovou uma reforma no modelo de licitação para os direitos de transmissão da Champions League, com o objetivo de atrair plataformas de streaming como a Netflix e a Amazon. No novo modelo, emissoras e plataformas poderão disputar direitos em diversos mercados ao mesmo tempo, ao invés de negociações fragmentadas por país.

Outra novidade será a possibilidade de contratos de longa duração, rompendo com a prática vigente de acordos de apenas três anos. Também será permitido que um único provedor adquira exclusividade global, seja para apenas uma partida ou para um grupo de jogos, no torneio.

Esse tipo de pacote pode tornar a Champions League mais atraente à Netflix, que já vem apostando em transmissões exclusivas de eventos globais, como os jogos de Natal da NFL. A recém‑vendida exibição da NFL rendeu à plataforma uma de suas maiores audiências.

As licitações reformuladas devem começar nas próximas semanas para o ciclo que terá efeito a partir de 2027.

Principais inovações no novo modelo

Uma das ideias em discussão é a criação de pacotes agregados para mercados-chave da Europa, Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha, permitindo que um único grupo supere as somas individuais de cada país e obtenha direitos exclusivos nesses cinco países.

Também se cogita ofertar partidas como pacotes independentes: uma emissora ou plataforma poderia adquirir o direito de exibir um jogo específico em vários mercados simultaneamente.

A Uefa está sendo auxiliada pelas empresas Relevent Football Partners e UC3 nessa reestruturação do modelo comercial. A Relevent assumirá as negociações de direitos comerciais e de mídia das competições até a temporada 2032/2033.

Para esse novo ciclo, a entidade projeta que as competições de clubes gerarão receitas anuais de até € 4,4 bilhões entre 2024 e 2027.

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