Coluna

Um dia com dois jogos na Premier League: minha visão fora das quatro linhas

Um olhar sobre a experiência do torcedor na liga inglesa: entre tradição, modernidade e a surpreendente ausência de ativações de marca

Craven Cottage, casa do Fulham / Foto: Fábio Wolff

16 de setembro de 2025

3 minutos de Leitura

Fábio Wolff
Fábio Wolff
Fábio Wolff é sócio-diretor da Wolff Sports, e professor no MBA em Gestão e Marketing Esportivo na Trevisan Escola de Negócios e CBF Academy

Sábado passado, tive a oportunidade de ir a dois jogos da Premier League, a principal liga de futebol do mundo, no mesmo dia, em Londres.

O dia começou com Fulham x Leeds United às 15h (horário de Londres). A chegada ao Craven Cottage se deu de forma tranquila e agradável. Atravessamos um parque bem cuidado no caminho ao estádio.

O estádio do Fulham, com capacidade para 25.700 torcedores, é puro contraste. Enquanto do lado oeste se apresenta supermoderno, porque recém-entregue, com o melhor da tecnologia e da arquitetura, do lado oposto, leste (onde fiquei), a sensação é de se estar vivenciando o campeonato inglês da década de 70, 80.

A entrada se deu por uma porta super estreita, que chega a ser claustrofóbica e limitante de fluxo para dentro do estádio, razão pela qual, com o início da partida, ainda havia muita gente na fila do lado de fora. Me chamou a atenção a falta de sinalização e staff para direcionar o público da forma adequada.

Exceto por uma tímida distribuição de pacotinhos de cards do campeonato, não vi qualquer presença de marca no lado externo ao estádio.

A experiência da partida foi incrível. Fiquei na terceira fileira. A proximidade com o campo proporciona uma experiência única.

Fotos: Fábio Wolff

Além dos painéis de LED com altura visivelmente menor do que costumamos ver no Brasil em torno do campo, o estádio (lado oeste) possui um painel de LED na segunda linha.

Tive a sensação de ser pouco impactado visualmente por marcas. Dentro do estádio não ocorreram ativações.

Um tímido espaço para venda de produtos, além de alimentos e bebidas.

Terminado o jogo, nos dirigimos a um pub próximo ao estádio para comer algo. Todas as televisões estavam direcionadas para o jogo do West Ham x Tottenham. Atmosfera incrível, experiência única. O inglês tem uma paixão pelo futebol que se apresenta de forma única.

Na sequência, pegamos um Uber e fomos assistir a Brentford x Chelsea às 20h (horário de Londres).

O Gtech Community Stadium tem capacidade para 17.250 pessoas, com acesso tranquilo e organizado.

Assim como ocorreu no primeiro jogo, senti a ausência de ativações das marcas e fui pouco impactado visualmente durante a partida.

Em cada partida, reparei a publicidade de, no máximo, duas casas de apostas, segmento importante igualmente no futebol inglês.

Devido às limitações do estádio, os espaços para a venda de produtos são restritos, mas organizados. Assim como a venda de alimentos e bebidas, por intermédio de totens.

Na entrada das equipes, há um show de luzes bacana, mas o ápice ocorre com a música Hey Jude, dos Beatles, espécie de hino da torcida do Brentford.

Em suma, valeu pela experiência de curtir o futebol, mas confesso ter ficado frustrado com a ausência de ativações.

Quem esteve sábado passado no jogo do Arsenal, no Emirates Stadium, também teve essa sensação? Será?

Gtech Community Stadium, casa do Brentford / Fotos: Fábio Wolff
Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT