A SOD Capital comunicou ao Vasco a intenção de avançar na compra do potencial construtivo de São Januário, operação que pode garantir a reforma do estádio. O Cruzmaltino tem dois contratos de opção firmados que, juntos, permitem a venda de 100% desse direito, com valores que ultrapassam R$ 500 milhões, cifra próxima da projetada pela atual gestão desde o início das tratativas.
No fim de julho, o presidente Pedrinho lembrou que a empresa tinha 60 dias para confirmar o interesse, prazo que chegou ao fim no dia 15 de setembro.
Fontes ligadas à administração afirmam que o processo segue dentro do esperado, de acordo com informações do ge. Enquanto finaliza junto à Prefeitura o Termo de Transferência do potencial, a agremiação já recebeu da gestora de investimentos a sinalização de que a opção será exercida.
O próximo passo será concluir esse documento para, então, ajustar detalhes contratuais e formalizar a venda, sendo que o banco Genial atua como parceiro na organização dos trâmites, e a diretoria demonstra confiança de que a reforma de São Januário caminhará conforme planejado.
O potencial disponível para negociação chega a 280 mil m², com 250 mil m² sendo comprometidos em um acordo com a SOD Capital e outros 30 mil m² com uma segunda empresa, o que representa a totalidade da área passível de comercialização. A expectativa é de que cada metro quadrado seja vendido por cerca de R$ 2 mil, movimentando uma soma superior a R$ 500 milhões – a operação só será concluída após a formalização da Sociedade de Propósito Específico (SPE), criada para gerenciar a transação.
Parceria com criador do Rock in Rio em pauta
Paralelamente, o clube mantém conversas com a empresa do empresário Roberto Medina, idealizador do Rock in Rio, para avaliar possíveis parcerias no novo estádio. A companhia tem histórico de grandes projetos na cidade e surge como um dos atores que podem se somar à modernização da casa cruzmaltina.
O conceito de potencial construtivo, que fundamenta toda a operação, está ligado ao limite de edificações permitido em um terreno de acordo com a região onde ele se encontra. Cada área da cidade é regulada por regras próprias no plano diretor, que estabelecem como e até onde é possível construir, e esse excedente pode ser comercializado ou transferido para outros pontos da cidade.
No caso de São Januário, a área é extensa e tem capacidade construtiva muito maior do que a necessária para manter um estádio, com a negociação em curso buscando justamente autorização para transferir esse excedente a outros locais da cidade, onde poderá ser utilizado de forma mais ampla.
Segundo a legislação municipal, esse mecanismo, chamado Transferência do Direito de Construir (TDC), permite ao proprietário deslocar parte desse potencial para outro endereço, vendê-lo a terceiros ou até mesmo repassá-lo ao poder público. É por meio dessa regra que o Vasco pretende viabilizar financeiramente a transformação de sua casa histórica.





