Inovação

YouTube será o grande anfitrião do esporte em 2026 em parceria com a CazéTV

Nos últimos anos, a forma de acompanhar futebol vem passando por mudanças significativas, e a plataforma tem ocupado papel central nesse processo

Foto: Reprodução/Instagram Casimiro Miguel

02 de setembro de 2025

7 minutos de Leitura

O YouTube se consolidou como a principal plataforma digital para o consumo de esportes no Brasil. Com 2 bilhões de horas assistidas por ano e cada vez mais presente na rotina dos torcedores, a plataforma lidera uma transformação na forma como o público acompanha o esporte. Para entender melhor esse movimento e os próximos passos do mercado, o MKTEsportivo conversou com Aline Moda, diretora de agências, parceiros e branding solutions do Google, e com Giamile Rossato, head de negócios da CazéTV, braço da LiveMode.

Nos últimos anos, a forma de acompanhar futebol vem passando por mudanças significativas, e o YouTube tem ocupado um papel central nesse processo. Em 2024, a plataforma registrou crescimento de 20% nas visualizações de conteúdo de futebol no país. Esse avanço se conecta com o projeto da CazéTV, que exibirá de forma gratuita todos os 104 jogos da Copa do Mundo de 2026, com plano de patrocínio definido para a transmissão do Mundial do próximo ano.

Para Aline Moda, essa evolução vai além dos dados de audiência: trata-se de como a tecnologia influencia novas experiências e oferece ao público formas mais acessíveis e flexíveis de consumir esporte. Ela destacou que a trajetória do YouTube, que completa 20 anos em 2025, se confunde com essa transformação no consumo. A plataforma nasceu com o propósito de democratizar a criação e distribuição de vídeos, uma missão que hoje ganha ainda mais relevância no universo esportivo.

“O que a plataforma há 20 anos, super visionária, traçou como missão e propósito, e como isso se correlaciona com a forma como o público quer assistir hoje, quer consumir, principalmente esporte. Então, é um encontro de uma plataforma que se solidificou na sua missão e no propósito, e de um público que hoje busca, inclusive nas transmissões ao vivo, uma forma de ter mais acessibilidade, ter mais flexibilidade na forma de consumir. Então, acho que a união desses dois mundos, do YouTube e da forma como o público quer consumir, é um reflexo direto do que a gente está vendo hoje. O esporte ao vivo vem para solidificar o YouTube como a casa dos esportes”, disse a diretora de agências, parceiros e branding solutions do Google ao MKTEsportivo.

Quando o esporte encontra o entretenimento

Esse movimento está ligado a uma mudança de longo prazo no comportamento da audiência. O futebol, que inicialmente se concentrou na TV aberta, passou pela TV por assinatura, avançou para o streaming e, agora, ganha força em plataformas digitais abertas e interativas. O YouTube se consolidou nesse cenário por atributos como escala, acessibilidade, senso de comunidade e alto engajamento, posicionando-se como um dos protagonistas dessa nova fase do consumo esportivo.

“O mundo de futebol está cada vez mais conectado ao entretenimento, para as novas gerações. Esse público não quer só assistir ao jogo. Ele mistura o esporte com o humor, com a interação. O jogo em si é um ponto de partida. Se você for ver, avaliar em termos de consumo, às vezes as experiências no entorno, o pré-jogo, o pós-jogo, os memes que são gerados, os comentários que entram no chat, eles às vezes têm até mais consumo de horas do que a própria transmissão ao vivo em si”, pontuou.

Sobre o futuro, Aline acrescentou que o uso de tecnologia será decisivo para potencializar novas experiências, criando camadas de inovação que irão transformar o consumo de esporte em algo ainda mais interativo.

“O uso de tecnologia e inteligência artificial potencializando cada vez mais essas vivências, essas experiências, fazendo com que elas sejam mais imersivas, mais dinâmicas”, acrescentou.

A parceria entre YouTube e CazéTV

Esse cenário ajuda a contextualizar a parceria entre o YouTube e a CazéTV na transmissão da Copa do Mundo. A colaboração abrange todas as etapas do projeto, da comercialização à entrega do conteúdo, unindo a expertise de linguagem da CazéTV aos recursos de dados e tecnologia do YouTube.

“A parceria com o YouTube é poderosa porque as ferramentas da plataforma, como o chat, as enquetes e as interações em tempo real, combinam com a forma como a CazéTV se comunica. A comunidade participa da transmissão de verdade, influencia o conteúdo e cria um ambiente de conexão que vai além do jogo”, explicou Giamile Rossato.

Ela destacou ainda que esse formato inédito abre novas possibilidades de ativação de marcas. Durante a Copa do Mundo de Clubes, a CazéTV alcançou 48 milhões de espectadores únicos, em sua maioria na faixa de 18 a 44 anos, um público altamente relevante para os patrocinadores.

“O plano de patrocínio da Copa foi pensado a partir da combinação de um conteúdo que já alcança uma altíssima audiência com entregas feitas de maneira orgânica, integrada, como parte real da comunidade que a CazéTV tem construído. A gente estruturou entregas que respeitam o nosso jeito de comunicar e, ao mesmo tempo, geram valor para as marcas. Cada inserção, cada quadro, cada ação com criadores é pensada para se conectar com o público de maneira que ele faça parte da experiência. Esse equilíbrio entre alcance, autenticidade e resultado é o que faz os projetos da CazéTV funcionarem”, completou Giamile.

Movimento que desperta o interesse das marcas

Aline destacou que o projeto já chama a atenção do mercado publicitário e oferece oportunidades únicas, viabilizadas pela parceria entre YouTube e CazéTV. Os anunciantes terão acesso a formatos inovadores, como inserções durante a bola rolando, anúncios em “L”, selos interativos, chamadas diretas para ação e cortes reaproveitados nas redes sociais. Além disso, foi desenvolvida uma estrutura própria de medição de resultados, garantindo mais precisão na análise de retorno para as marcas.

Ao ser questionada sobre a chegada de novas plataformas digitais de esporte, como a GeTV, a diretora do Google destacou que o YouTube se diferencia por ir além de um simples canal: é um ecossistema de criadores. Segundo ela, a trajetória consolidada da plataforma, somada à sua capacidade de engajamento, inovação e uso de inteligência artificial, sustenta sua liderança e reforça seu papel no futuro do consumo esportivo.

Brasil como referência global

O projeto da Copa do Mundo de 2026 posiciona o Brasil como referência internacional em transmissões digitais esportivas, marcando a primeira vez em que uma plataforma digital detém o pacote principal de direitos do Mundial de seleções.

“O que a gente está fazendo aqui no Brasil é muito vanguarda mesmo, muito inovador. E em 2026, o YouTube vai ser o grande anfitrião do esporte para além da Copa do Mundo. Vamos lembrar que ano que vem a gente vai ter Paulistão, Brasileirão e Copa do Mundo. Se você somar toda essa evolução de consumo que a gente está vendo, que combina futebol, entretenimento, engajamento, todo esse dinamismo em torno do consumo de esporte numa plataforma que já oferece, mas vai oferecer cada vez mais novos formatos, tecnologia e interatividade”, disse Aline.

Por fim, ela acrescentou que a combinação desse ecossistema, que reúne os 104 jogos da Copa, os campeonatos nacionais e novas possibilidades para as marcas, representa uma oportunidade única de reescrever a história do consumo esportivo digital no Brasil.

“Quem sabe a gente vai ver o Brasil hexa pelo YouTube, será a primeira vez, porque quando o Brasil foi campeão pela última vez em 2002, o YouTube não existia ainda. É uma jornada de longo prazo, a gente encara o esporte como um tema muito estratégico para a gente aqui no Brasil e no mundo, dentro do YouTube, e 2026 está só começando, vai ser muito legal, mas está só começando”, concluiu.

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