Indústria

Corinthians acumula R$ 125,6 milhões em dívidas por quebra de contrato e condenações da Fifa

Com sanções da entidade, o clube paulista enfrenta passivo total de R$ 2,6 bilhões

Foto: Gustavo Vasco/ Corinthians

06 de outubro de 2025

2 minutos de Leitura

O Corinthians acumula atualmente um passivo de R$ 125,6 milhões em decisões desfavoráveis da Fifa, resultado da rescisão unilateral com o meia paraguaio Matías Rojas e de outras condenações relacionadas a transferências internacionais pelas contratações de Félix Torres, Rodrigo Garro, Maycon, José Martínez e Charles.

Os débitos do Timão, que podem aumentar por conta de juros e multas, não se limitam às condenações citadas, já que a equipe paulista ainda precisa resolver pendências com o Tokushima Vortis referentes à compra do zagueiro Cacá, e com o New York City pelo empréstimo do atacante Talles Magno.

Parte dessas decisões já foi confirmada pela Corte Arbitral do Esporte (CAE), que referendou duas sentenças, uma delas responsável pela aplicação do transfer ban, punição que impede o registro de novos jogadores até que as dívidas sejam quitadas, visto que as demais quatro ações seguem em tramitação e aguardam julgamento dos juízes da entidade. Enquanto isso, o recurso protocolado pelo departamento jurídico corintiano ainda não foi apreciado, o que adia uma definição definitiva sobre o caso.

Condenações do Corinthians na Fifa

Somadas, as decisões da entidade impõem valores expressivos: cerca de R$ 40 milhões ao Santos Laguna por Félix Torres; R$ 23,3 milhões ao Talleres por Rodrigo Garro; R$ 6,7 milhões ao Shakhtar Donetsk por Maycon; R$ 8 milhões ao Philadelphia Union por José Martínez; R$ 6,3 milhões ao Midtjylland por Charles; e aproximadamente R$ 41,3 milhões no caso de Matías Rojas, por descumprimento de contrato.

Diante desse cenário, o clube revisou seu planejamento financeiro para 2025 e ajustou a projeção orçamentária. O documento atualizado estima agora um déficit de R$ 83,3 milhões, revertendo a expectativa inicial que previa um superávit de R$ 37,5 milhões, uma diferença negativa de R$ 120,9 milhões.

O impacto das condenações e dos compromissos financeiros já existentes faz com que a diretoria projete cerca de R$ 209 milhões em despesas apenas com encargos e juros, parte de um endividamento total que se aproxima de R$ 2,6 bilhões. A administração tenta, com revisões orçamentárias e acordos judiciais, evitar novos bloqueios e conter o avanço das sanções esportivas e financeiras.

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