A revisão orçamentária do Corinthians para 2025 foi aprovada por unanimidade durante reunião do Conselho Deliberativo, realizada na noite de segunda-feira (6), no Parque São Jorge, em São Paulo.
O novo planejamento financeiro prevê um déficit de R$ 83,3 milhões para o próximo exercício e substitui a proposta elaborada pela antiga gestão, comandada por Augusto Melo, que projetava superávit de R$ 37,5 milhões. A diferença entre as duas versões do orçamento é de R$ 120,9 milhões, refletindo uma reavaliação completa das expectativas do clube para o ano.
Dos 299 conselheiros com direito a voto, 136 participaram da assembleia, sendo que a aprovação ocorreu por aclamação, mas um grupo de 26 membros registrou em lista o pedido para que o documento fosse novamente analisado, sem sucesso. A diretoria liderada por Osmar Stabile, presidente do Timão desde maio, apontou divergências entre os números anteriormente apresentados e a situação real das contas do Corinthians. Antes de chegar ao plenário, a proposta passou pela análise do Conselho de Orientação (Cori), que deu parecer favorável à votação.
O orçamento revisado trouxe mudanças significativas em diferentes áreas da agremiação, visto que as receitas com negociações de atletas, inicialmente calculadas em R$ 180,1 milhões, caíram para R$ 73,6 milhões, uma retração de quase 60%. Em contrapartida, os custos com pessoal aumentaram, chegando a R$ 492,7 milhões, valor cerca de 42% acima do que havia sido projetado anteriormente.
A eliminação precoce na Libertadores também reduziu o potencial de arrecadação com direitos de transmissão e bilheteria, com quedas de 2,1% e 7,1%, respectivamente. No campo comercial, a previsão de receitas com patrocínios foi revista para R$ 174,4 milhões, frente aos R$ 211,6 milhões inicialmente previstos.
O planejamento esportivo também foi ajustado: a nova projeção leva em conta uma colocação final entre o 8º e o 10º lugar no Brasileirão, o que resultaria em aproximadamente R$ 210 milhões de receita anual. O plano anterior trabalhava com a meta de terminar em 8º, mas a equipe ocupa atualmente a 13ª posição na tabela.
Segundo o parecer do Conselho Fiscal, o desempenho operacional do Alvinegro deve ficar 116% abaixo do que foi estimado no orçamento anterior, em razão do aumento nas despesas de pessoal e da frustração das metas de crescimento de receitas. O balancete referente ao primeiro semestre de 2025 mostra que a dívida total do Corinthians gira em torno de R$ 2,6 bilhões, com R$ 1,9 bilhão relativos ao clube e R$ 675,2 milhões referentes ao financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.





