Durante uma reunião do Conselho da Fifa realizada nesta semana em Zurique, na Suíça, Gianni Infantino abordou a situação do Oriente Médio em meio a questionamentos sobre a presença de Israel em competições internacionais.
O presidente deixou claro que a entidade que comanda o futebol mundial não tem poder para resolver disputas políticas entre nações, mas destacou que o esporte pode enviar uma mensagem de união em um momento de grande tensão após a ONU ter voltado a denunciar os conflitos envolvendo palestinos em Gaza.
“Nossos pensamentos estão com aqueles que sofrem nos muitos conflitos que existem ao redor do mundo hoje, e a mensagem mais importante que o futebol pode transmitir agora é de paz e unidade”, disse o italiano.
Infantino também revelou ter se reunido com Jibril Rajoub, presidente da Associação de Futebol da Palestina, relatando em uma publicação no Instagram que o encontro serviu para reconhecer o trabalho da entidade e reforçar que a Fifa pretende usar o futebol como instrumento de aproximação entre diferentes povos, mesmo em um cenário marcado por divisões políticas e sociais.
No campo esportivo, Israel segue em ação: a seleção disputa as eliminatórias europeias para a Copa do Mundo 2026, enquanto o Maccabi Tel Aviv está presente na Europa League. Apesar disso, a Anistia Internacional tem cobrado tanto a Fifa quanto a Uefa para que considerem a suspensão da Associação de Futebol de Israel de seus torneios, movimento que até o momento não avançou.
O tema também foi comentado por Victor Montagliani, vice-presidente da Fifa, que defendeu que a responsabilidade de uma eventual decisão sobre Israel cabe à Uefa.
“Antes de mais nada, Israel é integrante da Uefa, não diferente de eu ter que lidar com um integrante da minha região por qualquer motivo. Eles têm que lidar com isso”, declarou.
Vale lembrar que a próxima Copa do Mundo terá sede conjunta em EUA, México e Canadá, e o presidente norte-americano Donald Trump e outras autoridades do continente já indicaram que pretendem se opor a qualquer tentativa de excluir Israel do Mundial de seleções.
Paralelamente, a ONU divulgou um relatório em que acusa Israel de ter cometido atos classificados pelo direito internacional como genocídio desde o início da guerra em Gaza, em 2023.
O governo israelense, por sua vez, rejeita a acusação e alega que suas operações militares têm caráter defensivo. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores do país classificou o documento da ONU como “distorcido e falso”.





