A Federação Paulista de Futebol (FPF) tem se destacado não apenas pela excelência na organização das competições, mas também pelo seu compromisso com causas sociais e educativas que ultrapassam as quatro linhas. Em uma série de iniciativas recentes, a entidade vem utilizando o futebol como plataforma de conscientização e transformação social, buscando construir um ambiente saudável, respeitoso e formativo para crianças e adolescentes.
Um dos exemplos mais emblemáticos desse esforço é a campanha “-Ódio +Futebol”, que ganhou um novo capítulo com o lançamento do filme “Pais de Castigo”. O vídeo aborda diretamente um problema que tem preocupado a Federação: o comportamento agressivo e inadequado de alguns pais durante os jogos das categorias de base. Como resposta, a FPF promoveu duas rodadas do Campeonato Paulista Sub-11 e Sub-12 com portões fechados, totalizando 144 partidas sem público, entre o fim de agosto e início de setembro.
Para o vice-presidente da FPF, Mauro Silva, ex-jogador campeão mundial, a iniciativa é uma medida pedagógica essencial para garantir que o futebol continue sendo um espaço de aprendizado e exemplo.
“Estamos com uma campanha onde os pais estão de castigo, onde fizemos duas rodadas no sub-11 e sub-12 de portões fechados por conta do comportamento dos pais nos jogos das crianças. Não se trata de uma punição e sim de uma medida pedagógica, onde a gente espera que haja alguma reflexão. Que os pais entendam que o comportamento deles ali, como torcedores, impacta na experiência desse menino ou dessa menina no esporte. Precisamos que os pais sejam exemplos positivos para as crianças”, destaca Mauro, durante sua participação no Invite, programa oficial do MKTEsportivo.
Essa ação está alinhada a um propósito maior da Federação: usar o futebol para transformar a sociedade, promovendo educação e valores fundamentais.
“O propósito da federação é transformar a sociedade pela educação e pela paixão ao futebol. No nosso planejamento estratégico, vimos a importância de evidenciar esse propósito. Devemos lembrar, por exemplo, de como a Coreia do Sul se transformou nos últimos anos investindo em educação. Acreditamos que o futebol possa oferecer ser essa plataforma de visibilidade da importância da educação em âmbito nacional. Já que no Brasil, não valorizamos o professor, não valorizamos a leitura, a educação”, afirmou o executivo.
Mauro reforça que o esporte vai muito além do resultado em campo e valoriza os ensinamentos e valores que o futebol proporciona.
“Quando eu fui para a federação em 2015, a gente sempre viu o esporte como essa plataforma de comunicação e de conscientização. O nosso papel é organizar as competições com excelência, mas o futebol vai muito além disso. Se você me perguntar o que o futebol me deu de mais valioso, além de ter sido campeão do mundo, eu diria que foram os valores que aprendi através do esporte. Dessa forma, ver a federação envolvida em causas que são sensíveis, trabalhando para a gente melhorar a sociedade, me enche de orgulho”, destacou.
Além da campanha “Pais de Castigo”, a FPF tem promovido outras iniciativas para conscientizar todos os envolvidos no futebol sobre seu papel social e educacional. Ao comentar sobre a importância do futebol como ferramenta de transformação social, Mauro resgatou uma experiência pessoal que exemplifica o impacto que isso pode ter na vida de um jovem.
“Um clube mudou a minha vida. O Guarani me colocou no colégio particular da PUC em Campinas, me pagou cursinho, curso de inglês. Afinal de contas, o papel do clube é educar, formar cidadãos. O nosso trabalho na federação tem sido conscientizar todos os profissionais que estão envolvidos no futebol sobre o envolvimento deles com relação ao papel que eles exercem no clube. Isso conecta muito com o que a Unicef quer e fortalece os movimentos que a federação tem realizado”, lembra Mauro.
A parceria com organizações como o UNICEF reforça o compromisso da Federação Paulista de Futebol em inspirar outras entidades e a sociedade civil a abraçarem causas sociais importantes. Nesse contexto, Mauro Silva destacou o papel transformador do esporte e a responsabilidade das instituições esportivas com o legado que deixam para a sociedade.
“O esporte é um grande agente de transformação social. Para a federação é uma honra participar dessa iniciativa. Com isso, queremos inspirar outras organizações para que possam apoiar o trabalho da Unicef. Afinal de contas, estamos nesse mundo de passagem e temos a responsabilidade de deixar um mundo melhor. Tudo que a gente puder fazer para deixar de legado para a sociedade será de fundamental importância”, finalizou.





