Indústria

Justiça autoriza o Vasco a contratar empréstimo de R$ 80 milhões com a Crefisa

Financiamento emergencial busca dar fôlego ao time carioca em meio ao processo de recuperação judicial

Foto: Reprodução/ Instagram Pedrinho

17 de outubro de 2025

2 minutos de Leitura

O Vasco da Gama obteve autorização judicial para contratar um empréstimo de R$ 80 milhões junto à Crefisa, empresa de José Roberto Lamacchia e de sua esposa, Leila Pereira, atual presidente do Palmeiras.

A decisão, assinada pela juíza Caroline Rossy, da 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (16), autoriza o clube a oferecer 10% das ações da Vasco SAF como garantia do financiamento, destinado a reforçar o caixa em um momento de ajuste financeiro.

Por estar em processo de recuperação judicial, a operação precisou passar pela análise do Judiciário. O pedido foi considerado consistente e amparado por pareceres positivos do Ministério Público e do administrador judicial, que entenderam haver segurança na transação.

O empréstimo será realizado sob o formato de DIP Financing, mecanismo voltado a empresas em reestruturação e que permite a entrada de capital para a continuidade das atividades.

O acordo prevê a alienação fiduciária de 10 mil ações ordinárias de classe A da instituição, o equivalente a 10% do capital da empresa. Inicialmente, o plano dos cariocas previa a utilização de 20% das ações como garantia, mas o percentual foi reduzido após análises técnicas do Ministério Público e do administrador judicial, que sugeriram uma operação mais equilibrada.

Na decisão, a juíza destacou que o pedido faz parte do conjunto de medidas estruturais voltadas ao processo de recuperação e fortalecimento do time. Ela também deu aval para o repasse integral dos R$ 80 milhões, tendo como garantias a alienação das ações citadas e o compromisso assumido pela própria agremiação.

Com o aval judicial, o Cruzmaltino poderá concluir o acordo com a Crefisa e receber os valores destinados à reorganização financeira da SAF. O contrato não depende de aprovação do Conselho Deliberativo, já que o Estatuto do clube prevê essa exigência apenas em casos específicos, que não se aplicam à situação atual.

Neste momento, a expectativa é de que os recursos contribuam para estabilizar o fluxo financeiro e dar sequência ao plano de recuperação da instituição.

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