A Libra protocolou um recurso no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para reverter a liminar que permitiu ao Flamengo reter parte das receitas de transmissão do Brasileirão, visto que o grupo questiona a decisão que mantém retidos R$ 77 milhões correspondentes a 30% do contrato com a Globo, alegando que os valores deveriam ser distribuídos conforme regras previamente definidas.
O Rubro-Negro afirma que a Libra adotou critérios de audiência para a divisão dos recursos televisivos sem a aprovação do clube, o que configuraria descumprimento do estatuto da entidade. A disputa envolve nove clubes da Série A do Campeonato Brasileiro: Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Bahia, Grêmio e Vitória, afetando diretamente a forma como o dinheiro é rateado entre os times, conforme informou o UOL.
O processo corre no TJRJ, que decidirá se mantém ou não o bloqueio dos valores até que a questão seja julgada de forma definitiva. Até o momento, não há previsão para a análise do recurso apresentado pela Libra.
O grupo diz que a gestão anterior do Flamengo, comandada por Rodolfo Landim, aprovou o estatuto que estabelece a fórmula de distribuição dos recursos, sendo que a entidade sustenta que o atual presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, tenta rever um critério definido e aceito anteriormente.
Caso o recurso seja aceito pelo Tribunal, os R$ 77 milhões bloqueados seriam liberados para repasse aos clubes de acordo com as regras estabelecidas pela Libra, no entanto, se o pedido for rejeitado, os valores permanecerão retidos até o julgamento final da ação.
Para a entidade, as normas de distribuição são claras, enquanto o time da Gávea alega ser necessária uma complementação do critério de audiência, supostamente aprovada sem consentimento dos cariocas. A Libra aponta que a ação movida tem motivação política, decorrente de desentendimentos com a gestão anterior.
As agremiações vinculados à Libra demonstraram insatisfação com a postura do Flamengo. Leila Pereira, presidente do Palmeiras, defendeu publicamente a criação de uma nova liga de clubes, excluindo o Rubro-Negro, como alternativa para contornar o impasse envolvendo o atual modelo da entidade e o isolamento do time carioca após judicializar a divisão de receitas de TV.





