Em um país onde mais de 28 milhões de crianças vivem em situação de pobreza multidimensional, ações que promovem o desenvolvimento da infância e da adolescência se tornam urgentes e indispensáveis. Diante desse cenário, o esporte, em especial o futebol, desponta como uma poderosa ferramenta de conscientização e mobilização social.
Mais do que um jogo, ele é capaz de gerar impacto, formar redes de solidariedade e dar visibilidade a causas estruturais que, muitas vezes, ficam à margem do debate público. É nesse contexto que iniciativas como a promovida pelo UNICEF ganham relevância e força.
No dia 12 de outubro, o Estádio do Pacaembu, em São Paulo, será palco de um evento que vai além das quatro linhas do futebol. O “Jogando Juntos pelo UNICEF” reunirá ex-jogadores, celebridades e influenciadores digitais em uma grande celebração da cultura esportiva brasileira, mas com um propósito social ainda maior: chamar a atenção para a realidade de milhões de crianças em situação de pobreza no Brasil e levantar recursos para as ações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).
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Essa será a primeira edição do evento no país, e promete ser o início de uma iniciativa que alia entretenimento, impacto social e engajamento coletivo. A proposta é utilizar a paixão nacional pelo futebol como plataforma de conscientização e mobilização em torno dos direitos da infância e adolescência.
“Estamos muito animados com essa parceria com a Federação Paulista de Futebol (FPF) e também com o Jogando Juntos, que é esse jogo que vai ser super bacana, com ex-jogadores, celebridades e influenciadores em prol da Unicef. A Unicef, que é o fundo das Nações Unidas para a infância onde se promove e articula políticas públicas voltadas para essa faixa etária. Então se trata de uma oportunidade muito bacana para a gente unir cultura, esporte e entretenimento voltados para a criança e para o adolescente no Brasil. É a primeira vez que o evento acontece aqui no país”, afirmou Maria Izabel Toro, head de Novos Negócios e Filantropia do UNICEF no Brasil.
A ação, desenvolvida em parceria com a Federação Paulista de Futebol, reforça o papel social do esporte como ferramenta de transformação e responsabilidade coletiva. Para Mauro Silva, vice-presidente da FPF e tetracampeão mundial com a Seleção Brasileira, o envolvimento de instituições esportivas em causas sociais é mais do que necessário.
“O esporte é um grande agente de transformação social. Para a federação é uma honra participar dessa iniciativa. Com isso, queremos inspirar outras organizações para que possam apoiar o trabalho da Unicef. Afinal de contas, estamos nesse mundo de passagem e temos a responsabilidade de deixar um mundo melhor. Tudo que a gente puder fazer para deixar de legado para a sociedade será de fundamental importância”, disse Mauro.
Além do jogo em si, que será transmitido por diversos canais, como Podpah e Desimpedidos no YouTube, TV Bandeirantes e BandSports, o evento aposta no poder de influência dos criadores de conteúdo para dar visibilidade à causa.
“Essa foi a ideia em convocar o Podpah e Desimpedidos: como a gente usa o potencial desses influencers para comunicar assuntos importantes? Eles comunicam muitas coisas legais, relevantes para a cultura, para o país e nós, como Unicef, olhamos para os dados sociais do país”, explicou Maria Izabel.
E os dados são alarmantes. Um estudo recente do UNICEF, lançado este ano, revelou que 28 milhões de crianças brasileiras vivem em situação de pobreza multidimensional, ou seja, privadas de ao menos um direito básico, como acesso à renda, educação, saneamento, saúde ou informação.
“Tem um estudo que o Unicef lançou esse ano sobre a pobreza multidimensional, onde são analisadas sete dimensões, incluindo falta de renda, acesso a informação, escola, saúde, saneamento e outros fatores. Atualmente, temos 28 milhões de crianças vivendo pelo menos em uma dessas dimensões uma situação de pobreza. Então, como a gente faz pra melhorar esse cenário? Existe todo um trabalho de organizações como a Unicef, que em parceria com governos, analisam em uma escala macro aqueles municípios que mais precisam de atuação, de forma colaborativa. Com isso, podemos utilizar essas personalidades, como o Mauro, para dar voz a isso tudo e ajudar. É muito bacana a potência que o esporte tem para isso, para comunicar e para trabalhar por uma sociedade melhor”, acrescentou Maria.
A missão do UNICEF, sustentada exclusivamente por doações de indivíduos e empresas, será diretamente beneficiada pelos recursos arrecadados com o evento. Segundo a organização, todo o valor será direcionado para projetos voltados à infância nas áreas de saneamento básico, saúde, nutrição, vacinação e educação, especialmente em regiões mais vulneráveis do Brasil.
“O Unicef trabalha 100% por meio doações, através do auxílio de pessoas físicas, jurídicas, filantropas. E todo o lucro arrecadado com o jogo será utilizado pelo Unicef em nossas frentes de atuação, incluindo saneamento básico, questões de saúde, nutrição, vacinação, educação e etc. O Unicef sempre atua em áreas mais vulneráveis, estando presente em mais de 2000 municípios em todo o Brasil e em 9 capitais. Temos um campo de trabalho bem amplo e buscamos selecionar o local que exige uma atuação mais emergencial para aplicar esse recurso”, detalhou Maria.
Para Mauro Silva, é essencial que atletas, especialmente os já aposentados, se engajem em causas que ultrapassam o esporte. Ele acredita que o envolvimento direto é o caminho para mudanças estruturais na sociedade.
“Estou incentivando outros ex-jogadores a se prepararem, se capacitarem, assim como o Edu Gaspar, o Juninho Paulista, o Leonardo. Eu acho que esse envolvimento do atleta é importante para a concretização dessa mudança que nós desejamos. Ficar de fora reclamando não muda. Só mudamos a situação se a gente participar, se dedicar, se expor. E no fim, o importante é você estar com a consciência tranquila que você está trabalhando em prol da sociedade e de um propósito maior”, completou.
Impacto que vai além das arquibancadas
O “Jogando Juntos pelo UNICEF” representa uma tentativa concreta de mobilizar o futebol e seus símbolos culturais em torno de um dos maiores desafios do Brasil, o enfrentamento à pobreza infantil.
Com o apoio de nomes do esporte, da cultura e da mídia digital, a iniciativa busca mostrar que o futebol pode, sim, ser um instrumento de escuta, acolhimento e transformação social.
“É uma oportunidade muito bacana para a gente unir cultura, esporte e entretenimento voltados para a criança e para o adolescente no Brasil”, finalizou Maria Izabel Toro.





