A negociação de Amanda Gutierres com o Boston Legacy, da NWSL (liga profissional dos EUA), causará um impacto muito importante ao Palmeiras. O clube já planeja aplicar os R$ 5,88 milhões arrecadados com a venda da atacante em melhorias estruturais para o futebol feminino do clube.
O valor, pago por 80% dos direitos econômicos da atleta, representa a maior transação da história do futebol feminino brasileiro. Os 20% restantes foram mantidos pelo clube paulista, que também poderá receber valores adicionais, dependendo do cumprimento de metas previstas em contrato.
A transferência de Amanda, que terminou entre as 25 melhores do mundo na última edição da Bola de Ouro, superou as cifras de negócios anteriores como os de Priscila (Internacional para o América-MEX) e Tarciane (Corinthians para o Houston Dash), e entra no ranking das cinco maiores transações do futebol feminino global.
O destino do valor recebido com a venda ainda será formalizado em um projeto que está em elaboração. A ideia central é investir em estrutura para o futebol feminino, tanto no time principal quanto nas categorias de base. Atualmente, a equipe treina no CT de Vinhedo (SP), em uma estrutura cedida por meio de parceria com a prefeitura local. A diretoria avalia se fará melhorias nesse local ou se buscará um novo espaço.
Os jogos como mandante seguem sendo realizados na Arena Crefisa Barueri, estádio reformado recentemente com investimento de R$ 70 milhões da empresa da presidente Leila Pereira, que também venceu a licitação para administrar o local por 30 anos.






