Nesta terça-feira (28), a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) sofreu um duro golpe: o Atlético-MG anunciou oficialmente sua saída do grupo, deixando a liga sem representantes em Minas Gerais. No mesmo dia, o BTG Pactual também decidiu trocar a Libra pelo bloco rival, a Liga Forte União (LFU), segundo informações divulgadas pelo NeoFeed.
Enquanto o BTG se une à LFU, que já conta com a XP Investimentos, a Libra fica sem parceiro financeiro. O banco não será investidor na LFU, mas terá papel estratégico na atração de novos clubes para o bloco.
Na Libra, o BTG havia negociado com o fundo soberano Mubadala, dos Emirados Árabes Unidos, a aquisição de 12,5% a 20% dos direitos comerciais e de mídia do grupo, por 50 anos, em um negócio que poderia chegar a R$ 4,75 bilhões. No entanto, a recusa do Flamengo em aceitar o prazo e as condições inviabilizou o acordo.
O Atlético-MG buscava alternativas para equilibrar suas finanças. Recentemente, recorreu a um empréstimo do empresário Rubens Menin, principal investidor da SAF, para quitar salários atrasados, e aprovou mudanças na estrutura de participação da SAF, permitindo que a fatia do clube associativo seja reduzida de 30% para 10%, facilitando a entrada de novos investidores.
A saída do Galo da Libra, embora apontando problemas internos do bloco, como discordâncias com atitudes individualistas de alguns clubes, também reflete a necessidade financeira do clube. Na LFU, o Atlético-MG poderá negociar parte de seus direitos econômicos por meio da Sports Media Entertainment, algo que não era possível na Libra. No caso, isso só poderá ocorrer a partir de 2029.
A entrada do BTG reforça a estratégia da LFU de atrair novos clubes, enquanto a Libra enfrenta um futuro incerto. Grandes clubes podem se beneficiar da consolidação do bloco rival, já que terão mais força em negociações unificadas do que isoladamente.





