A CBF anunciou hoje que apresentará, em novembro, um modelo de fair play financeiro para o futebol brasileiro, com regras que visam impor equilíbrio e sustentabilidade às finanças dos clubes. A proposta será oficialmente revelada durante o CBF Summit, previsto para o dia 26 de novembro.
Essa iniciativa surge após reuniões realizadas com clubes das Séries A e B e federações estaduais, que já participam de um Grupo de Trabalho constituído para construir coletivamente o novo sistema. A CBF destaca que o objetivo do modelo será permitir que os clubes “gastem o que arrecadam”, evitando endividamentos excessivos e práticas consideradas “doping financeiro”.
O grupo de trabalho conta com América-MG, Atlético-MG, Athletic-MG, Athletico-PR, Avaí, Bahia, Botafogo, Botafogo‑SP, Ceará, Chapecoense, Corinthians, CRB, Cruzeiro, Ferroviária, Flamengo, Fluminense, Fortaleza, Goiás, Grêmio, Internacional, Juventude, Mirassol, Novorizontino, Palmeiras, Paysandu, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo, Sport, Vasco e Vitória.
Além disso, o plano prevê implementação a partir de janeiro de 2026, de forma escalonada, com período de adaptação para os clubes ajustarem suas finanças. Também foi confirmado que o modelo brasileiro não adotará um teto uniforme de gastos independentemente da receita, aquele que fatura mais terá maior capacidade orçamentária, e que sanções previstas poderão incluir restrição de registro de atletas (transfer ban) e perda de pontos.
Após a primeira apresentação, os clubes terão um período (estimado em cerca de 15 dias) para enviar ajustes e sugestões finais.
Em discurso hoje, o presidente Samir Xaud reforçou o compromisso com transparência e diálogo. Ele destacou que o fair play financeiro será indispensável para fortalecer a credibilidade do futebol nacional e atrair novos investimentos.
“Queremos construir um ecossistema sustentável para o futebol brasileiro”, disse Samir.





