O San Lorenzo vive uma corrida contra o tempo: precisa liquidar uma dívida de € 4,4 milhões (cerca de R$ 28 milhões) até domingo (19), sob pena de decretarem sua falência. Essa pendência é de 2020, quando a equipe recorreu a empréstimos para adiantar recursos da negociação de Adolfo Gaich com o CSKA Moscou.
Desde então, o time argentino campeão da Libertadores de 2014 acumula pressão financeira, com a situação piorando significativamente quando uma decisão judicial, tomada em 2024, obrigou a agremiação a quitar o débito sem direito a apelação ou recurso. Para antecipar parte do montante da transferência de Gaich, os argentinos buscaram o fundo suíço AIS Investment Fund, uma manobra que acabou inserida no imbróglio jurídico atual.
O impasse se aprofundou no momento em que o CSKA, ao pagar pela contratação do atacante, direcionou os valores diretamente ao San Lorenzo, afastando-se da obrigação de repassar à instituição financeira, o que gerou o litígio que hoje compromete o clube.
No ano passado, a Justiça condenou o time a pagar € 3,6 milhões ao fundo, e, com acréscimo de juros e ajustes monetários, esse montante evoluiu para € 4,4 milhões em 2025, exigindo uma correção expressiva no valor original.
O TyC Sports indicou que o processo já está encerrado no Poder Judiciário: não há margem para recursos, sendo que a única saída restante é quitar o débito integralmente dentro do prazo estipulado (próximo domingo, 19 de outubro).
Escândalo agrava a crise do San Lorenzo
No terreno institucional, o San Lorenzo enfrenta crise adicional com Marcelo Moretti, presidente eleito, envolvido em escândalos recentes. Vídeos vazados mostraram-no recebendo um pacote de dinheiro sem registro contábil, e ex-dirigentes o acusaram de falsificar documentos. Moretti foi afastado, e 13 membros da diretoria renunciaram, praticamente encerrando seu mandato.
Quando a justiça permitiu que ele retornasse, foi vaiado e expulso pelos torcedores: cercado por protestos, acabou fugindo em uma viatura. Internamente, o ambiente é tenso, com Ulises Morales, presidente do Conselho de Administração, sugerindo que Moretti se submeta a um exame psiquiátrico, e o conselho pressionando pela instauração de eleições urgentes e formação de um governo de transição.





