Inovação

São Paulo aposta em startups para liderar inovação no futebol nas Américas

Head de Inovação do clube, José Oliver detalha como o Tricolor quer conectar empresas e tecnologia para gerar novas receitas e experiências aos torcedores

Foto: Divulgação/ inovasao-housex

30 de outubro de 2025

4 minutos de Leitura

Neste mês, o São Paulo anunciou a criação do Inova.São Ventures, projeto desenvolvido em parceria com o FCJ Group e a Sportheca como parte do plano estratégico de expansão do clube. A iniciativa marca a entrada do Tricolor no modelo de Corporate Venture Builder e tem como objetivo integrar startups ao ecossistema são-paulino, oferecendo soluções voltadas ao torcedor como aplicativos, programas de engajamento e novos serviços.

A própria equipe do Morumbi também busca se beneficiar com ferramentas voltadas à gestão, desempenho e operação, capazes de otimizar processos, reduzir custos e gerar novas oportunidades de receita.

Com o lançamento, o São Paulo estabeleceu a meta de se tornar o time mais inovador das Américas até 2030. Ao MKTEsportivo, o Head de Inovação do SPFC, José Oliver, explicou os principais pilares estratégicos que sustentam essa ambição.

“Com o lançamento da nova Unidade de Negócios, o São Paulo passa a ter uma governança mais estruturada sobre os dados e indicadores de inovação. Essa frente será acompanhada por relatórios de inovação esportiva, que permitirão não apenas mensurar o desempenho do SPFC nesse tema, mas também mapear o posicionamento de todo o ecossistema esportivo nacional. Entre os principais indicadores estão o número de projetos de inovação implementados e o volume de conexões com startups e empresas de tecnologia. A meta do clube é ter, até 2030, ao menos 50 startups em seu portfólio de inovação”, afirmou.

A criação do Inova.São Ventures também representa uma transformação na forma como o clube se relaciona com o esporte, a inovação e os negócios. A nova estrutura abre espaço para novas frentes de receita e diversificação de portfólio, explorando oportunidades além do campo e das arquibancadas.

“A capacidade de geração de novas receitas é enorme. O São Paulo é um clube com mais de 20 milhões de torcedores, o que cria oportunidades para inserir produtos e serviços na jornada desse público além do futebol e do match day. O objetivo é oferecer soluções que façam parte do dia a dia do torcedor, como produtos financeiros, de saúde, educação e bem-estar, entre outros, criando uma relação contínua e ampliando as fontes de receita de forma sustentável”, acrescentou Oliver.

Essa nova unidade de negócios simboliza um avanço na profissionalização do Tricolor e redefine seu papel no ecossistema esportivo nacional e internacional. O modelo aproxima o clube de grandes empresas de tecnologia e inovação, criando um ambiente propício para parcerias estratégicas.

Com mais players qualificados ao redor, o time paulista fortalece sua posição como referência em gestão e desenvolvimento de novos negócios dentro do esporte brasileiro.

Outro pilar central dessa transformação é a crescente integração entre dados, engajamento e entretenimento digital. Oliver explicou como a instituição pretende evoluir em suas plataformas próprias, inteligência de dados e experiências imersivas, com foco em compreender e se aproximar ainda mais dos torcedores.

“O primeiro passo para gerar novas soluções e fontes de valor é conhecer profundamente o torcedor. Por isso, uma estratégia sólida de dados é essencial para compreender perfis de forma ampla e também individualizada, permitindo desenvolver produtos e serviços com alto grau de personalização e relevância. Além disso, o clube pretende tornar a experiência esportiva cada vez mais imersiva, ampliando as possibilidades de interação, não apenas para quem está no estádio, mas também para os torcedores que acompanham o SPFC à distância”, contou o Head de Inovação.

Com o avanço dessa agenda, o São Paulo entende que inovação também exige investimento e parcerias sólidas. O modelo de governança foi desenhado para garantir transparência e atrair empresas dispostas a cocriar soluções de impacto no ecossistema do clube.

“As startups que se conectarem à nossa tese e estiverem em estágio de crescimento poderão participar dos processos de seleção. As principais frentes são: soluções para o futebol, como análise de desempenho e performance; tecnologia e infraestrutura para o MorumBis; fan engagement e experiência do torcedor; e novos negócios voltados a produtos e serviços além do futebol, destinados aos mais de 20 milhões de torcedores do São Paulo”, concluiu Oliver.

Foto: Reprodução/ Linkedin José Oliver
Compartilhe
ver modal

Assine a newsletter do MKT