A jornalista e modelo belga Virginie Philippot, de 32 anos, deu início a sua candidatura à presidência da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) nesta terça-feira (30), surpreendendo o público ao compartilhar o anúncio em suas redes sociais.
Philippot se junta à pilota suíça Laura Villars, que já havia revelado sua intenção de disputar o cargo no início do mês. Com isso, a nova postulante se torna a segunda mulher a entrar na corrida pela presidência da entidade máxima do esporte a motor, um marco importante em um cenário predominantemente masculino.
As eleições, que acontecem em 12 de dezembro em Tashkent, capital do Uzbequistão, têm atraído grande atenção, principalmente pelo fato de que a disputa contará com outros nomes de peso como o atual presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, e o norte-americano Tim Mayer.
Philippot, no entanto, tem se destacado por sua visão focada na inclusão e diversidade, destacando em sua postagem que seu objetivo é “abrir portas que por muito tempo estiveram fechadas” e criar uma FIA mais acessível para todos.
A candidatura de Virginie Philippot à presidência da FIA não é uma surpresa para quem a acompanha, especialmente por sua forte presença nas redes sociais e envolvimento com o mundo do automobilismo.
Com uma paixão de longa data pelas corridas, ela tem marcado presença em eventos de diversas categorias, incluindo Fórmula 1 e WEC (Campeonato Mundial de Endurance), além de ser embaixadora e fundadora da ONG Drive For Hope (Dirigir pela Esperança), organização que visa ajudar órfãos e promover a educação na República Dominicana do Congo, um país que ela considera ter um enorme potencial para ser transformado por meio do apoio à juventude.
Além de sua conexão com o esporte a motor e sua atuação filantrópica, Virginie Philippot também tem uma carreira em outros segmentos. Em 2012, ela foi uma das finalistas do concurso Miss Bélgica, conquistando o segundo lugar. Cinco anos depois, participou do concurso Miss Universo, uma das competições de beleza mais prestigiadas do mundo.
Se eleita, a belga promete um novo caminho para a FIA, com ênfase na inclusão de mulheres no automobilismo. Além disso, ela afirma que buscará modernizar a organização, abrindo espaço para novas tecnologias, mais transparência e maior diálogo entre os stakeholders do esporte.





