Na manhã desta quinta-feira (30), o MKTEsportivo marcou presença no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, em um evento que celebrou os 60 anos da Gatorade e a extensão da parceria global entre PepsiCo e Fórmula 1 até 2030. A colaboração reforça o compromisso do grupo em unir ciência, hidratação e performance esportiva, com ativações que já começaram nos fins de semana de Sprint e incluem presença de marca nas transmissões e nos espaços oficiais da F1.
Entre os convidados estava Mariana Becker, repórter da TV Bandeirantes, que relembrou como a Gatorade surgiu em 1965 da necessidade de melhorar a hidratação de jogadores de futebol americano e comentou sobre a evolução da preparação física no automobilismo. A jornalista destacou experiências pessoais em coberturas marcadas pelo calor extremo e pela falta de hidratação, citando que hoje a categoria é reconhecida como um esporte de alta exigência física.
“Antes, a F1 era patrocinada por marcas de cigarro. Agora, ver uma marca ligada à saúde e à preparação física como parceira da categoria mostra uma transformação importante e positiva”, disse.
Essa visão também foi compartilhada por Daniel Silber, diretor-geral de bebidas da PepsiCo Brasil, em entrevista exclusiva ao MKTEsportivo. Segundo ele, a parceria com a Fórmula 1 reflete uma nova fase da companhia no esporte global, ao unir inovação, ciência e bem-estar.
“Gatorade nasceu dentro do campo, criada para resolver um problema real de atletas que não conseguiam manter a performance por falta de hidratação. Esse DNA se mantém, e por isso a aproximação com a Fórmula 1 é natural. A marca sempre esteve ao lado de grandes nomes do esporte, como Michael Jordan, Serena Williams, Messi e Vini Jr., e agora chega a uma categoria que exige o máximo do corpo e da mente”, afirmou.
Além do apoio à categoria principal, a colaboração também contempla a F1 Academy, voltada ao desenvolvimento do automobilismo feminino. Silber destacou que a PepsiCo pretende ampliar o uso da inovação para impulsionar novas gerações de atletas e mencionou a estrutura dos “laboratórios de suor” da Gatorade, presentes em diferentes países.
“Esses laboratórios estudam o suor de atletas para entender o metabolismo, perda e recuperação em condições extremas. É dali que surgem os aprendizados, o briefing que orienta a criação das bebidas. Essa pesquisa também ajuda a educar os atletas sobre a hidratação e performance para que eles aprendam mais sobre o próprio corpo, sobre como a hidratação ajuda a performar melhor. Fazemos essa educação e trazemos esse acesso à informação, desde os atletas mais jovens até os atletas de diferentes condições e gêneros”, pontuou.
O executivo comentou ainda sobre o cenário comercial favorável da Fórmula 1, impulsionado pela expansão global da categoria e pelo lançamento do filme estrelado por Brad Pitt. Para ele, o crescimento recente da modalidade e o momento da Gatorade se conectam.
“Tanto a F1 quanto a Gatorade vivem fases de transformação. A categoria está rejuvenescendo, se aproximando do público jovem e gerando novos conteúdos, enquanto a marca também passa por uma expansão e enxerga no Brasil uma oportunidade importante. São duas trajetórias que se encontram”, disse.
Sobre a integração com outras marcas do grupo, Silber revelou que, globalmente, a PepsiCo também atua com Sting, marca de energéticos em ascensão, mas que no Brasil o foco será a Gatorade, especialmente nas etapas Sprint. A meta é criar experiências conjuntas e ampliar a presença da companhia no universo do automobilismo, conectando inovação, hidratação e performance.
Por fim, o executivo abordou a importância da linguagem digital e do engajamento com novos públicos. Com o avanço das transmissões online e o protagonismo dos criadores de conteúdo, ele acredita que a PepsiCo e a Fórmula 1 compartilham um mesmo desafio: dialogar com jovens audiências.
“Para nós é maravilhoso, porque conseguimos falar com pessoas de tribos diferentes, de uma maneira muito mais real, muito mais conectada. Então, eu acho que a Fórmula 1 estar na boca desses influenciadores digitais ou das mídias digitais faz com que consequência esteja também na boca dos jovens, na cabeça dos jovens e a gente prepara a categoria e a marca para o futuro”, concluiu.








