Indústria

Juventus valida aporte de até € 110 milhões em nova rodada de capitalização

Proposta da Tether sobre prioridade aos atuais acionistas é rejeitada pela assembleia

Foto: Juventus FC/ X

11 de novembro de 2025

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A assembleia de acionistas da Juventus aprovou, nesta semana, um novo reforço de capital que poderá chegar a € 110 milhões, decisão que recebeu apoio da ampla maioria dos votantes (95,41%) e que ainda terá seus parâmetros finais, como o preço de emissão e os procedimentos operacionais, definidos pelo Conselho de Administração nas próximas semanas em alinhamento ao plano financeiro do clube.

O avanço desse aporte ocorre depois de a Exor, principal acionista, ter antecipado € 30 milhões ao time italiano, movimento que antecede o pacote maior de capitalização e que ganhou respaldo da administração diante do desempenho econômico inferior ao projetado para os ciclos de 2024/2025, 2025/2026 e 2026/2027, motivando a necessidade de reforço estrutural no caixa.

No diagnóstico levado à assembleia, a direção apontou impactos relevantes decorrentes da performance esportiva abaixo das metas internas, da redução nas receitas de contratos comerciais e de despesas extraordinárias que pressionaram o orçamento.

Esse cenário se soma ao fato de a equipe não conquistar a Serie A desde 2019/2020 e ocupar hoje a sexta posição na tabela, período em que Inter, Milan e Napoli revezaram títulos italianos enquanto a única taça recente da Juventus foi a Copa da Itália de 2024.

Durante a mesma sessão, foi colocada em votação a sugestão da Tether, a segunda maior acionista, para que os atuais investidores tivessem prioridade na compra das ações que serão emitidas na nova capitalização. A proposta não prosperou e acabou rejeitada por 91,7% dos votos.

A rejeição veio mesmo após a Tether defender que a prioridade aos atuais acionistas evitaria a diluição das participações e contribuiria para manter a valorização dos investimentos ao longo do tempo. A empresa também sinalizou que estava disposta a adquirir integralmente a fatia que lhe caberia no aumento de capital, caso o direito de preferência tivesse sido mantido na operação.

Com a decisão formalizada, caberá agora ao Conselho de Administração determinar o volume exato de ações que serão emitidas e o valor unitário de cada uma, etapas finais que definem o formato completo da operação e consolidam o processo aprovado pelos acionistas.

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