A presença da NBA no Brasil, após 13 anos de atuação no país, tem se consolidado por meio de experiências físicas, iniciativas de engajamento e ativação de marca. No entanto, mesmo com a aguardada espera dos fãs, a realização de jogos oficiais ainda enfrenta obstáculos estruturais e estratégicos, apesar do interesse evidente da liga.
Sérgio Perrella, Vice-presidente de Licenciamento e Varejo da NBA na América Latina, em participação no Invite, destacou que há uma vontade clara de trazer partidas para o país.
“Existe, lógico, uma vontade de trazer o jogo para cá”, afirmou.
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“É importante lembrar o seguinte, muitas vezes as pessoas só falam: ‘Pô, teve a partida da NFL, a NBA não tem jogo’. Nós fizemos os jogos, nós fizemos 2013, 2014, 2015, 2016, Jogos Olímpicos no Rio, enfim. A NBA House veio como uma plataforma que pra gente se tornou mais interessante. Concordo. Acho que falta o jogo. Acho que o fã hoje já se sente uma uma carência do jogo aqui”, completou.
O executivo também destacou que a entrada do Brasil no circuito de jogos oficiais da NBA depende de uma série de condições que vão além do simples agendamento de partidas, incluindo a infraestrutura adequada, o conforto do público, a logística operacional e a capacidade de oferecer uma experiência completa que atenda aos padrões internacionais da liga.
“Existe uma dificuldade muito grande na questão da arena, porque pra gente não se trata do jogo, mas se trata da experiência do fã e a arena física é um fator muito importante nessa experiência. Citei por aqui a questão da Arena do México, como ela proporciona toda a experiência do fã por conta do espaço e do conforto. Infelizmente a gente não tem uma arena no Brasil que comporta um jogo com o nível de experiência que a gente quer oferecer”, afirmou Perrella.
É inegável que a perspectiva de um jogo oficial da NBA no Brasil segue sendo cuidadosamente analisada pela liga. Sérgio ressaltou também a competição com outras regiões do mundo, algumas com capacidade financeira superior, que concorrem para receber os eventos.
“Quando tiver uma arena, a gente vai começar a trabalhar, mas existe também uma competição muito grande entre todas as regiões. Hoje a gente disputa um Global Games com toda a região da Europa e a Ásia. Existem muitas regiões que muitas vezes têm também um poder financeiro muito maior do que o nosso. Estrategicamente faz sentido ter um jogo aqui e no momento certo acho que vai ter”, cravou.
A perspectiva de uma partida oficial ainda é tratada como estratégica, condicionada à infraestrutura adequada e à competição global entre mercados. Enquanto isso, a liga aposta em eventos e plataformas que permitam ao público brasileiro vivenciar o basquete de maneira completa, mesmo sem a presença de jogos oficiais em solo nacional.





