Aposta Esportiva

No primeiro ano de regulamentação, Brasil vai encerrar 2025 como 5º maior mercado de bets no mundo

País já se aproxima de Itália e Rússia; Estados Unidos e Reino Unido seguem na liderança

Foto: Joédson Alves / Ag.Brasil

24 de novembro de 2025

3 minutos de Leitura

O Brasil vai encerrar 2025 como 5º maior mercado de bets no mundo, com as empresas de apostas devendo faturar US$ 4,139 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) até o final deste ano. Os dados foram divulgados pela consultoria internacional Regulus Partners, focada no setor de esportes e lazer, e revelada em primeira mão pela rede BBC News.

O avanço é significativo, até por ser a primeira vez que o Brasil é considerado na lista de maiores mercados da Regulus Partners – justamente por estar no primeiro ano da regulamentação no país, o que comprova ser ainda um mercado com enorme potencial para crescer.

Esses números já colocam o Brasil bem próximo daqueles que foram apontados como o 3º e 4º maiores mercados do mundo; a Itália, com US$ 4,617 bilhões, e a Rússia (US$ 4,515 bilhões). O Reino Unido é o 2º, com US$ 9,901 bilhões, enquanto os Estados Unidos aparecem imponentes em 1º, com receita líquida estimada de US$ 17,312 bilhões.

Atrás do Brasil, aparecem ainda a Austrália, com US$ 3,660 bilhões, o Canadá, com US$ 3 bilhões, a França, com US$ 2,890 bilhões, a África do Sul, com US$ 2,520 bilhões, e a Alemanha, com US$ 1,900 bilhões.

“O Brasil tem um poder econômico muito grande. A regulamentação das apostas esportivas que entrou em vigor no início deste ano tem contribuído de maneira expressiva para que o país suba no ranking das nações que mais faturam com o mercado de betting. O mercado regulamentado, que gera empregos, paga impostos, cumpre todas as exigências do governo e patrocina o esporte nacional é benéfico para a economia brasileira”, Bernardo Cavalcanti Freire, Consultor Jurídico da ANJL e sócio do Betlaw.

De acordo com a BBC, as projeções foram feitas com base nos relatórios financeiros de companhias abertas e em informações disponíveis sobre os valores movimentados no setor, já descontados os impostos.

Para especialistas da indústria, vários fatores colaboraram para esse crescimento exponencial do país nos últimos anos, especialmente durante o período de pandemia da covid-19, entre 2019 e 2020, e a introdução do Pix, a partir de 2021, que facilitou a forma de pagamento rápida e imediata aos usuários.

No entanto, os avanços com a regulamentação no país, a partir de janeiro deste ano, e com ela uma série de medidas rígidas, trouxeram um ar de segurança, transparência e jogo responsável aos apostadores.

“Todos sabem da força econômica do Brasil. Com a regulamentação, o nosso setor tem gerado empregos, movimentando a economia, incentivando o esporte nacional, a cultura e contribuído para a sociedade, por meio da arrecadação de impostos. Claro que ainda se trata de um mercado novo, que está amadurecendo, mas é extremamente promissor e, em alguns casos, já é visto até mesmo como referência quando se fala de América do Sul”, afirma Rafael Borges, CEO da Reals, patrocinadora máster do Coritiba.

“O mercado brasileiro sempre apresentou um enorme potencial de crescimento, algo reconhecido por operadores nacionais e internacionais. Os resultados alcançados no primeiro ano de regulamentação reforçam essa percepção e demonstram a maturidade e a capacidade do setor em operar com tecnologia de ponta e mão de obra altamente qualificada — em níveis comparáveis aos dos principais mercados globais, como Estados Unidos e Reino Unido”, finalizou Nickolas Ribeiro, fundador e Presidente do Conselho da Ana Gaming.

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