O River Plate encerrou a temporada de 2025 de forma decepcionante. Sob o comando de Marcelo Gallardo, a equipe não conquistou nenhum título e teve campanhas ruins em todas as competições. No Mundial de Clubes da FIFA, o clube foi eliminado ainda na fase de grupos. Na Copa Libertadores, caiu nas quartas de final diante do Palmeiras, enquanto no Torneo Clausura foi eliminado nas oitavas de final pelo Racing, em uma derrota dramática por 3 a 2.
Em meio a este cenário, a diretoria anunciou mudanças significativas na política salarial para a próxima temporada. A partir de 2026, os jogadores do River Plate terão apenas 60% dos salários garantidos, sendo os 40% restantes condicionados a metas individuais e coletivas. Entre os critérios avaliados estarão minutos jogados, condição física, gols marcados (para atacantes) e conquistas da equipe.
“A nova política de produtividade, muito comum em clubes europeus, busca reduzir a folha salarial e evitar que continuemos pagando valores altos a atletas que entregam pouco em campo. Os bônus só serão concedidos mediante resultados; não haverá etapas intermediárias. O mesmo vale para novos contratos, que terão prazos fixos e objetivos claros”, afirmou Stefano Di Carlo, presidente do River, em entrevista ao jornal Olé.
A folha salarial do clube em 2025 foi de US$ 40,8 milhões (R$ 218,4 milhões). Como parte do corte de gastos, cinco jogadores foram oficialmente dispensados:
- Enzo Pérez (volante, 39 anos)
- Milton Casco (lateral-esquerdo, 37 anos)
- Nacho Fernández (meia, 35 anos)
- Pity Martínez (meia-atacante, 32 anos)
- Miguel Borja (centroavante, 32 anos)
Dois desses atletas já tiveram passagem pelo futebol brasileiro. Nacho Fernández defendeu o Atlético-MG antes de chegar ao River em 2020, disputando 170 jogos e marcando 20 gols pelo clube argentino. Já Miguel Borja, ex-Palmeiras, chegou ao River em 2022 por US$ 4,5 milhões (R$ 24,1 milhões), disputou 112 partidas e marcou 42 gols ao longo de sua passagem.
Com a mudança no modelo de remuneração, a diretoria aposta em maior competitividade e eficiência financeira, alinhando salários a desempenho e produtividade dentro de campo.





