A crise nos bastidores do Phoenix Suns e do Phoenix Mercury ganhou um novo capítulo na última segunda-feira (24), mesmo com as equipes mostrando bom desempenho em quadra. Os sócios minoritários Andy Kohlberg e Scott Seldin processaram o dono majoritário Mat Ishbia, acusando-o de má gestão e de usar as franquias para favorecer seus próprios negócios, incluindo a gigante hipotecária United Wholesale Mortgage, segundo a ESPN americana.
O processo aponta que Ishbia concedeu um empréstimo aos Suns com juros muito acima do mercado, vendeu os direitos de nome da arena para sua empresa sem informar os minoritários e alugou de si mesmo o centro de treinamento do Mercury por valores não divulgados. Os sócios minoritários também afirmam que ele criou uma entidade para controlar ativos que deveriam pertencer aos Suns. “Ishbia não é dono dos Suns para gerar lucro para a empresa, mas sim para administrá-los como um feudo pessoal”, dizem os documentos.
A defesa de Ishbia classificou a ação como “uma tentativa vergonhosa de extorsão” e afirmou que os minoritários querem se beneficiar da valorização das franquias desde 2023.
Apesar das turbulências fora das quadras, o Suns soma 11 vitórias em 17 jogos na temporada 2025-26, com Devin Booker como peça central do novo ciclo. O Mercury também segue forte, com Kahleah Copper liderando a equipe na campanha que levou o time às finais da WNBA, mesmo com a derrota para o Las Vegas Aces, além de se destacar pela inauguração de um centro de treinamento de US$ 100 milhões (cerca de R$ 520 milhões).
Além desse processo, Ishbia e as franquias enfrentam outros seis litígios, incluindo alegações de assédio, discriminação e demissões irregulares, todas negadas pela organização. O caso reacende o debate sobre governança e transparência e pode gerar mudanças na estrutura societária e impactos financeiros significativos.





