Caitlin Clark, destaque do Indiana Fever e principal figura da WNBA em 2025, terminou o ano acumulando US$ 16,1 milhões em receitas, somando salário e contratos comerciais, apesar de uma temporada esportivamente irregular.
A maior parte desse montante veio de acordos de marketing, que somaram US$ 16 milhões, enquanto os valores recebidos diretamente da liga totalizaram apenas US$ 114 mil. Na prática, 99,3% de toda a renda da armadora foi obtida fora das quadras, deixando apenas 0,7% atrelada às suas atuações na WNBA.
O cenário financeiro da liga passa por um momento decisivo, já que o acordo coletivo de trabalho expirou no fim de outubro. As atletas esperam que o novo contrato aumente significativamente a remuneração disponível, especialmente diante da disparidade entre ganhos diretos e receitas comerciais que casos como o de Clark evidenciam.
Com os valores registrados neste ano, Clark alcançou a sexta posição no ranking anual do Sportico das atletas mais bem remuneradas, subindo quatro colocações em relação a 2024. Entre as jogadoras da WNBA, foi a única a integrar o grupo das 15 primeiras, enquanto Sabrina Ionescu, do New York Liberty, apareceu apenas na 16ª posição.
Este foi o primeiro ano completo dos contratos publicitários firmados após sua escolha como primeira do draft pelo Indiana Fever em 2024. Clark manteve parcerias com marcas como Gatorade, State Farm, Wilson, Panini America, Hy-Vee, Xfinity, Gainbridge e Lilly. Em agosto, a Nike anunciou a atleta como novo rosto exclusivo da marca, com logotipo próprio, uma coleção de roupas e um modelo de tênis previsto para 2026. A lista de patrocinadores também cresceu com os acordos assinados com Ascension St. Vincent e Stanley.
Na WNBA, Clark recebeu US$ 78.066 como parte do segundo ano de um contrato de quatro temporadas avaliado em US$ 338.056. Três bônus elevaram o total para pouco mais de US$ 100 mil, incluindo US$ 30 mil pela conquista da Copa do Comissário, premiação que chegou a ser alvo de críticas da própria jogadora. O Indiana Fever avançou até as semifinais, sendo eliminado pelo Las Vegas Aces; cada atleta recebeu US$ 3.435 pela campanha. Clark também garantiu US$ 2.575 pela participação no All-Star Game da liga.
A WNBA mantém ainda programas de incentivo comercial, como o Acordo de Marketing de Jogadora (PMA), que pode pagar até US$ 250 mil por atleta, e o Acordo de Marketing de Equipe (TMA), que permite que cada franquia invista até US$ 150 mil por temporada. Não há confirmação se Clark recebeu valores provenientes do TMA em 2025.





