Indústria

MotoGP estuda interesse de novos mercados e considera menos etapas europeias no calendário

O diretor-esportivo da categoria, Carlos Ezpeleta, declarou que o aumento de países interessados em sediar GPs deverá influenciar em mudanças no cronograma

Foto: Michelin

23 de dezembro de 2025

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A MotoGP está prestes a passar por mudanças significativas em seu calendário e a Europa pode perder o protagonismo que tem mantido nos últimos anos.

O diretor-esportivo da categoria, Carlos Ezpeleta, deixou claro que o aumento do interesse em mercados emergentes, como Ásia, Oriente Médio e América do Sul, tem colocado as provas europeias em xeque.

“Também tem muito interesse nesse sentido. Nós simplesmente não temos espaço suficiente para todos os pedidos que recebemos. Com 14 corridas na Europa e oito fora, está claro onde está nosso maior potencial de expansão. Existe um interesse significativo de Ásia, Oriente Médio e da América do Sul e, isso vai, inevitavelmente, nos forçar a tomar decisões em relação a Europa”, comentou Carlos.

Em 2026, o calendário da MotoGP contará com 22 etapas, mas a grande maioria delas ainda será disputada na Europa. Das 22 corridas previstas, 14 acontecerão no Velho Continente, incluindo os tradicionais circuitos de Espanha, Itália, França, Alemanha e Grã-Bretanha.

Por outro lado, as 8 etapas restantes se espalharão por regiões como Ásia, Oriente Médio, Austrália e América do Sul, com destaque para países como Brasil, Tailândia e Japão.

Essa concentração de provas na Europa já vinha sendo um ponto de discussão dentro da Dorna, organizadora da MotoGP. Espanha, por exemplo, recebe quatro corridas em circuitos diferentes: Jerez, Barcelona, MotorLand Aragão e Valência. Contudo, apesar dessas discussões, os contratos continuam sendo renovados sem mudanças substanciais no revezamento de locais.

Com a chegada da Liberty Media, grupo proprietário da Fórmula 1, a principal categoria da motovelocidade agora enfrenta uma nova fase. A expectativa é que a influência dos novos donos traga mudanças no formato e na distribuição das corridas, com o objetivo de ampliar a audiência global, seguindo o modelo de sucesso da F1.

A MotoGP já havia fixado um limite de 22 corridas para seus calendários, levando em consideração a saúde e a segurança dos pilotos. A adição das “corridas sprint”, disputadas em formato mais curto, aumentou a carga de trabalho dos competidores, que agora podem participar de até 44 corridas por ano.

Embora as corridas sprint tragam mais emoção e popularidade, o número elevado de etapas tem gerado preocupação, já que, em algumas ocasiões, não todos os pilotos estão presentes devido ao cansaço e à demanda intensa do calendário.

Com a expansão para novos mercados, a Dorna precisa equilibrar o crescimento da competição com o bem-estar dos pilotos. Isso inclui repensar as localizações das corridas e, possivelmente, reduzir o número de etapas na Europa para abrir espaço a novas praças e diversificar a distribuição das provas.

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