O desempenho recente da Nike deixou Wall Street apreensiva, resultando em uma queda acentuada nas ações da empresa, que recuaram 10% no after-market.
O revés foi atribuído a uma combinação de fatores, incluindo um desempenho fraco na China e os efeitos contínuos das tarifas impostas por Donald Trump. A turbulência das ações do Swoosh reverberou imediatamente no setor, afetando as concorrentes PUMA e adidas, que registraram quedas de 1,9% e 0,7%, respectivamente.
O impacto na PUMA foi particularmente significativo, com a empresa registrando uma das piores performances no índice Stoxx 600 na manhã desta sexta-feira (19). Isso reforça como a fragilidade de uma das maiores marcas esportivas do mundo pode afetar toda a indústria, especialmente quando o mercado global está tão interconectado.
Apesar da queda nas ações, a Nike divulgou seus resultados financeiros para o segundo trimestre do ano fiscal de 2026, superando as expectativas de Wall Street tanto em lucro quanto em receita.
A companhia norte-americana anunciou um lucro por ação de 53 centavos, superando a previsão de 38 centavos, além de uma receita de US$ 12,43 bilhões, ligeiramente acima da estimativa de US$ 12,22 bilhões. No entanto, os investidores demonstraram preocupação com a queda de 17% nas receitas provenientes da região da Grande China, que somaram US$ 1,42 bilhão, um dado que levantou dúvidas sobre a recuperação da marca em mercados críticos.
Embora a Nike tenha registrado um incremento de 9% nas vendas da América do Norte, que somaram US$ 5,63 bilhões, esse bom desempenho não foi suficiente para contrabalançar as perdas no mercado chinês.
Além disso, as vendas diretas caíram 8%, somando US$ 4,6 bilhões, e o impacto das tarifas sobre os produtos continua a ser uma preocupação significativa. A Nike enfrentou pressões em suas margens de lucro devido ao custo adicional das tarifas, que continuam a afetar a rentabilidade da empresa.
Outro ponto que chama atenção é o declínio das marcas licenciadas do Swoosh, como a Converse, que viu suas receitas despencarem 30%. Embora as receitas de atacado tenham crescido 8%, alcançando US$ 7,5 bilhões, a queda nas vendas diretas e o enfraquecimento de marcas-chave geraram preocupações sobre a sustentabilidade do crescimento a longo prazo.
Além dos desafios imediatos, a Nike já projeta um futuro incerto, com uma previsão de queda nas receitas do terceiro trimestre de 2026 e uma redução nas margens brutas entre 1,75% e 2,25%. Esse cenário acende um sinal de alerta para investidores, que estão observando de perto como a empresa lidará com as dificuldades que ainda afetam seu desempenho financeiro e estratégico.





