O SBT e a N Sports iniciaram a comercialização das cotas de patrocínio da Copa do Mundo 2026, dando largada ao mercado publicitário do torneio. O movimento marca também um momento simbólico para a comunicação esportiva brasileira, já que o Mundial será tratado como a despedida, ainda que sem confirmação oficial, de Galvão Bueno das transmissões do evento.
As empresas trabalham com a oferta de seis cotas e projetam alcançar R$ 3,7 bilhões em receitas com a operação, estruturando um pacote que as posiciona de maneira mais competitiva nas negociações com anunciantes. Cada cota foi apresentada ao mercado por R$ 626,1 milhões, valor que supera o patamar cobrado em ciclos anteriores por outros detentores de direitos como a Globo.
Mesmo assim, SBT e N Sports indicaram a players do setor que estão abertas a concessão de descontos às marcas que confirmarem presença já na largada comercial, o que amplia o leque de possibilidades para fechar o plano previsto.
SBT repete estratégia da Globo com Galvão e atrai interesse do Itaú para a Copa
A apresentação comercial reforça a participação de Galvão Bueno no projeto e destaca que esta será sua última cobertura de Copa do Mundo, estratégia que dialoga com a iniciativa já adotada pela emissora carioca. Em 2022, a TV Globo também ancorou sua campanha publicitária na despedida do narrador, ponto que teve forte apelo junto a patrocinadores e espectadores. Agora, o SBT utiliza argumento semelhante para fortalecer o posicionamento do pacote no mercado.
Segundo a coluna F5, da Folha de S.Paulo, o Itaú abriu conversas para integrar o grupo de patrocinadores, retomando presença na grade comercial do SBT após um período ausente. O banco já participou do sorteio de grupos da Copa e avalia entrar oficialmente no projeto, sinalizando aos organizadores que a negociação está avançando.
Parceria SBT– N Sports
O acordo para a aquisição dos direitos só foi possível pela união entre SBT e N Sports, que dividiram o custo do pacote negociado com a Fifa. O valor total foi de US$ 25 milhões, equivalentes a aproximadamente R$ 134,5 milhões na cotação atual.
O investimento garante ao canal a transmissão de 32 partidas do Mundial, compondo um bloco relevante dentro da estratégia conjunta das duas empresas. A parceria também permitiu estruturar o cronograma de ativações que será oferecido aos anunciantes.
O pagamento da primeira parcela foi realizado no início de outubro, enquanto as demais serão quitadas até o começo da competição, em junho de 2026. No início das conversas, o pacote incluía mais jogos, mas as negociações ajustaram o valor global e resultaram na redução do número de partidas disponibilizadas. O SBT chegou a projetar a exibição de 54 confrontos, mas o total final caiu para 32 após a confirmação do desconto concedido pela Fifa, remodelando o formato final do acordo.
Esse montante é inferior ao que a Globo desembolsa no ciclo que vai de 2023 a 2026, com registros de pagamentos próximos de R$ 322 milhões, segundo informações de mercado.
Além disso, o contrato firmado entre SBT, N Sports e Fifa não prevê exclusividade na TV aberta. Com isso, haverá concorrência direta pela audiência em jogos específicos, ampliando o cenário competitivo para a transmissão do Mundial de seleções que será realizado de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.






