Coluna

2026: Um ano dourado para o licenciamento esportivo

Por que 2026 tende a elevar o licenciamento esportivo a um novo patamar de maturidade e oportunidade

Foto: SBT

08 de janeiro de 2026

4 minutos de Leitura

Quem acompanha de perto o licenciamento esportivo já percebeu que cada ciclo tem iniciado em um patamar diferente.

Não porque algo tenha “explodido” de um ano para o outro, mas porque a profissionalização contínua do mercado vem trazendo mais maturidade, clareza e, principalmente, oportunidades para quem atua nesse ecossistema.

Ainda assim, existem períodos que se destacam. Anos em que determinados acontecimentos aceleram os movimentos, ajustam expectativas e empurram todo o mercado para um degrau mais alto.

É exatamente esse o cenário que eu enxergo para 2026, e quero dividir com vocês por que esse ano tende a abrir uma janela incrível para marcas e indústrias.

A mãe de todos os eventos esportivos: A Copa do Mundo

Foto: Divulgação/ Adidas

Copa do Mundo da FIFA sempre foi um catalisador natural para o licenciamento, mas o efeito dela vai muito além do aumento óbvio de vendas.

Em ano de Copa, o consumidor muda de chave. Ele passa a aceitar o esporte como parte da rotina, da decoração da casa, da roupa do dia a dia e pequenas compras de cunho emocional, potencializadas por esse tipo de ocasião.

O produto e as experiências licenciadas entram nesse espaço como um símbolo de vínculo, não apenas de torcida.

Para a indústria, isso abre espaço para algo importante. Lançamentos com mais storytelling, ativações que atravessam categorias e um varejo mais disposto a testar formatos, edições especiais e collabs que talvez não fossem viáveis em um ano comum.

A Copa amplia o repertório do mercado. E quem chega preparado colhe os melhores frutos.

NFL no Brasil: menos evento, mais projeto

Outro movimento que ajuda a explicar esse momento do licenciamento esportivo é o crescimento de novas modalidades que reforçam os investimentos e cada vez vêem mais o Brasil como um projeto de longo prazo.

O fenômeno recente mais expressivo, sem sombra de dúvidas, é a liga mais poderosa do mundo: a NFL.

O jogo no Rio de Janeiro, já confirmado para 2026, marca o primeiro no estado e o terceiro em anos consecutivos no país. O que em um primeiro momento podia ser tratado como um evento, já se consolida como um projeto robusto.

Cada novo jogo ajuda a formar público, educar o consumidor e, principalmente, dar mais segurança ao mercado. Isso permite que o licenciamento seja pensado com antecedência, menos no improviso e mais no planejamento.

As indústrias que firmaram contratos desde os primeiros jogos hoje operam com outra leitura do jogo. Elas já passaram pelo aprendizado inicial, já ajustaram portfólio, já entenderam o ritmo de lançamentos e, talvez o mais importante, construíram relacionamento com a marca.

Esse efeito acumulado é decisivo. A cada edição, essas empresas não apenas vendem mais. Elas operam com mais confiança, têm acesso a melhores oportunidades e conseguem ativar com mais profundidade.

Ligas nacionais mais fortes, marcas mais valiosas

Foto: MARCO GALVãO/Estadão Conteúdo

Esse amadurecimento também aparece no cenário doméstico.

As ligas nacionais, como o Brasileirão e a Copa do Brasil, vivem um momento de fortalecimento, com clubes mais organizados financeiramente, receitas mais diversificadas e um esforço claro de valorização de marca. A chegada de jogadores mais reconhecidos ajuda, mas o movimento é mais profundo do que isso.

Clubes mais fortes geram narrativas mais interessantes. Narrativas mais interessantes sustentam produtos melhores. E produtos melhores ampliam o papel do licenciamento dentro da estratégia dos clubes, deixando de ser acessório para se tornar um ativo cada vez mais valioso.

Um ano que consolida o esporte como plataforma

Quando juntamos Copa do Mundo, NFL em expansão no Brasil e ligas nacionais em processo de fortalecimento, o desenho fica claro.

2026 não será lembrado apenas como um ano de grandes eventos. Ele tem tudo para marcar um ponto de virada na forma como o licenciamento esportivo é pensado, operado e valorizado.

Para quem está no mercado, o desafio deixa de ser apenas aproveitar o momento. Passa a ser entender que tipo de presença quer construir dentro dele.

Porque o movimento já começou. E, como quase sempre acontece no licenciamento, os melhores resultados tendem a ficar com quem chegou antes do barulho.

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