A Caixa Econômica Federal bloqueou aproximadamente metade da premiação do Corinthians pela conquista da Copa do Brasil. A equipe alvinegra recebeu R$ 77,1 milhões, mas acabou ficando com R$ 69 milhões após R$ 8 milhões em descontos de tributos e impostos.
O bloqueio afetou diretamente a distribuição da premiação: cerca de R$ 34 milhões seriam destinados ao elenco como “bicho” pela conquista, enquanto a outra metade seria usada para quitar dívidas do clube. Com a retenção, o Corinthians perdeu parte do valor que seria utilizado para pagar compromissos mais urgentes e precisará buscar alternativas para honrar o acordo com os jogadores.
Segundo a UOL, a medida da Caixa tem base em contratos assinados em 2023, durante a gestão de Duílio, nos quais o Corinthians se comprometeu a repassar parte de receitas presentes e futuras para garantir o cumprimento de obrigações financeiras. Atualmente, o clube possui dívida de R$ 655 milhões com a Caixa, referente ao financiamento da construção da Neo Química Arena.
O clube tenta reverter o bloqueio, já que contava com a premiação para reforçar o fluxo de caixa e equilibrar as contas de 2025, além de iniciar 2026 de maneira mais tranquila. O presidente do Corinthians, Carlos Vieira, foi contatado recentemente pelo vice-presidente Osmar Stábile na tentativa de liberar o pagamento.
O argumento do clube é de que a Caixa estaria utilizando uma receita prevista para 2025 para abater juros que só venceriam em 2026, o que tornaria a retenção irregular.





